quarta-feira, abril 30, 2003

A Queima e o 25 de Abril: um ensaio filosófico
Depois de 11 meses e 2 semanas de pré-estágio chegaram finalmente as queimas ao nosso País! (queima latex, queima neurónios e queima figado). É com lágrimas de comoção que antecipo as jovenzinhas a embebedarem-se nas barraquinhas até estarem no ponto de rebuçado - que é quando já não se aguentam em pé, mas ainda têm poder de sucção suficiente para fazer uma mamada. Isto sim , é o verdadeiro 25 de Abril!!! Se em vez do Soares (é fixe - foda-se não consigo parar de dizer isto... deve ter sido implantado algum chip na minha cabeça quando era pequenino!) tivesse chegado naquele comboio um carregamento de vodka a história de Portugal podia ser bem diferente! O pessoal começava já a mamar em Santa Apolónia, era o enrabanço total, os gays da direita começavam a roçar-se nos gays Comunas e em vez de bombas andava tudo a bombar as hemorroides para dentro uns aos outros enquanto que o Maia (não confundir com a Abelha, que entre essa e eu já há muitas canções) e o Otelo , pá, iam, pá, para as ex-colónias, pá (que entretanto já não eram ex) dedicar-se ao tráfico de diamantes, deixando o Valentim sem negócio. Até aqui, menos mal, ainda não vejo razão para tanto festejanço, mas depois lembrei-me... pera aí... e a abertura de Portugal ao exterior? E as gajas do leste? E os clubes de strip? e a troca de casais, e a internet, a pornografia, os anuncios ao OB, a queca antes do casamento, os festivais de verão, a musica estrangeira, a guerra ao vivo e... a COCA-COLA?!?! Ainda tinhamos de ir a espanha beber coca-cola?
Foda-se pá, venham a mim os camaradas pá, viva a revolução dos cravos pá, viva a queima das fitas, pá, vivam os jovens a resmungar porque pagam propinas e têm mesmo de estudar para passar nos exames e vivam os jogadores da bola coitadinhos, mas acima de tudo, viva ... eu!

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