sexta-feira, junho 27, 2003

Caro Manel
"Olá Manel, há uns tempos que não ouvimos falar de sí. Estou muito preocupada com a sua saúde, até por causa daquela coisa da sífilis e assim... A dúvida que tenho prende-se com o broche. Gosto da palavra, da maneira como as bochechas me enchem quando pronuncio a palavra, para logo depois se esvaziarem enquanto a palavra toma forma de uma vez... o que eu não gosto é do acto. Meter o xancho na boca, andar a abanar o pescoço como uma metaleira no cio e depois receber a esguichadela mesmo nas goelas e a pancada no fundo do pescoço, que me obriga a engolir tudo sem sequer ter tempo de vomitar! O que posso fazer?"

Cara Carla, permita-me que a trate por puta, eu também gosto muito desta palavra, também se nos enche a boca para a pronunciar. Em relação ao seu problema, estou a admitir que já leu o post sobre as pílulas modificadoras do sabor do esperma e que isso não ajudou. Sucintamente, digo-lhe que há coisas que não podemos compreender. As gajas que não gostam de fazer um belo broche são para mim tão misteriosas como aquelas que não gostam de levar com o xancho na porta de trás.

No entanto, o que lhe posso dizer é que não há nada como dividir um grande problema noutros mais pequenos:
1 - meter o xancho na boca: eu não sei se é bom para sí, mas é bom para o xancho, ele saberá recompensá-la;
2 - abanar o pescoço como uma metaleira: há mitos que são difíceis de matar... quando se diz broche a acção-chave não é abanar, mas chupar, por isso se chupar mais e abanar menos pode ser que poupe o pescoço e vença alguma resistência;
3 - engolir a esguichedela sem ter tempo de vomitar: fale com o seu parceiro, ele fará o sacrifício de se vir para a sua cara. É muito importante aguentar o sorriso enquanto a nhanha lhe escorre pela cara.

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