quinta-feira, junho 05, 2003

Onde pára o Sebastião?
O Sebastião está neste momento a a chegar ao fim de uma aventura para o "auto-conhecimento".
Tudo começou na sexta-feira. Depois de postar como quem caga, levantou-se, pegou na mala de cartão e fez-se à estrada. Já a noite ia alta quando chegou a Tarifa e começou a construir uma jangada para se fazer ao mar e chegar a Marrocos. Na travessia cruzou-se com umas 20 jangadas, tudo mouralhada a tentar a cidadania espanhola. Conseguiu convencer umas 15 de que iam na direcção errada, explicou-lhes qualquer coisa sobre as bússolas terem sido revistas para que o Norte apontasse para Meca e mantinha-se sempre muito sério enquanto os via remar em direcção ao Brasil.
Depois de chegar a Ceuta raptou duas muçulmanas, fodeu-lhes o cabelo e a pintilheira toda com água oxigenada até ficarem quase brancos e, depois de lhes dar uma mostra da alheira de mirandela, trocou-as por camêlos, vodka e ganza. Completamente abastecido estava pronto para atravessar o Deserto. Começou pela ganza, misturada com o ácido que tinha roubado à irmã e passado um bocado já tinha quebrado o gelo com o camelo e os dois conversavam da vida e de gajas como se se conhecessem desde sempre. Estavam a meio do deserto quando o Sebastião, nessa altura já auto intitulado: "Sebastião o Sobre-homem, grande Rei do deserto, Imperador dos camêlos e Soberano de todas as coisas vivas em geral", avistou um grupo de Tuaregs. Todo fodido como estava coloca a mascara de zorro e desata a galopar em direcção á pretalhada. A meio do caminho pára de galopar, volta para trás, sobe para o camelo e desta vez sim, vai ter com os escarumbas. Uns metros antes mete o xanxo para fora e começa a fazer uma espanholada no meio das bossas do camêlo. Os Tuaregs fogem todos. Depois de acabar com a vodka o Sebastião chega ao Senegal. Isto foi na terça-feira. Com tanto preto e a ouvir falar francês o Bastas foi à procura da Torre Eifell. Não a encontrou, mas o que descobriu ia-o mudar para sempre: Começou a ver tabuletas e sinais escritos em português, cidades com nomes como Lourenço Marques, ruas com o nome de Camões, tudo num cenário de destruição e guerra... isso só podia querer dizer uma coisa! Enquanto estava no deserto com a mimi, o nome que deu ao camelo depois de lhe pintar os beiços e os cascos de vermelho, o tempo tinha avançado para todos menos para eles e já devia ser para aí o ano 3000! Ainda atordoado pela descoberta desata a correr pela cidade até que vê um polícia. Mais aliviado bate-lhe no ombro. O gajo vira-se... era um preto. "NÃAAAOOOOOOO eles tomaram conta do mundo!". Depois disso ele foi deportado para casa e ainda está em estado de choque. Hoje de manhã já conseguia dizer algumas palavras com sentido: "foda-se pó caralho"; "foda-se, pá, foda-se"; "ai o caralho... ano 3000, dasse, e a mimi? E A MIMI?" por isso deve estar quase pronto para postar. Pode é ser que não seja hoje, porque só para o ver ter uma recaída mudei-lhe o backgroud do computador para isto, com o texto: O novo Governo Português!

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