terça-feira, julho 01, 2003

comunica_som

Comunica_som
Estava numa casa de banho de um centro comercial a escrever o meu nome com o jacto do mijo quando entra um gajo. De imediato enchi o peito, inclinei as costas para trás e puxei de um peido que, com o eco da sala, foi de antologia. O gajo não se intimidou e mandou logo outro, mais fraco, mas digno. Tinha-se estabelecido comunicação. Puxei um "escarro à Calimero", uma invenção minha que mistura o tradicional ranho, com bocados do almoço aspirados ao estômago no assomo de preparação "CRRRRRRRAAAAAAAASSSSPPPP SChpppTTT!" Em cheio no espelho! Ah caralho, o gajo até ficou meio atordoado quando reparou nos bocados de sardinha, grão de bico e caldo verde que desciam a parede. Sem hesitar disparei: "5 euros no grão de bico!" O gajo apostou no bocado de chouriço. Ganhou. Filho da puta... encolhi os ombros e saí, não sem antes, pelo barulho, aperceber-me que alguém forrava a sanita com papel higiénico. Forrar o tampo da sanita, mesmo para cagar, é coisa de roto... aliás, cagar sentado é coisa de roto, chega a ser anti-natura. A unica solução aceitável é colocar os pés no bordo da sanita e de cócoras mandar uma à caçador. A coisa chega mesmo a ter componente desportiva: a procura pelo"Tchubúmsshcploc" perfeito exige coordenação motora avançada, uma boa dose de pontaria e rapidez suficiente para sair dalí sem levar com os respingos de água e mijo projectados pelo cagalhão ao cair. Mas ainda a porta da casa de banho não se tinha fechado, já eu tinha deixado esses pensamento para trás para me concentrar no que realmente importa num centro comercial... as gajas das lojas!

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