Terramoto no Irão
A ONU deu como encerradas, ontem ao fim do dia, as buscas por sobreviventes.
Acho prematuro...
Em miúdo costumava ler as Selecções do Reader's Digest na retrete e, certa vez, li que um sujeito sobreviveu durante 20 dias soterrado numa gruta bebendo a propria urina e comendo as peles que arrancava da sola dos pés barradas com cera dos ouvidos.
segunda-feira, dezembro 29, 2003
segunda-feira, dezembro 22, 2003
Mensagem Natalícia
Mensagem Natalícia
Antes de mais gostaria de pedir formalmente desculpas pela nossa quebra no índice de actualização deste blog. Tal facto prende-se com o termos mais do que fazer. Não somos do género de masturbarmo-nos com a evolução do contador de visitas. O Calimero, por exemplo, decidiu que prefere masturbar-se a ver o Goucha no programa da manhã e o Bell acha que se sente mais realizado e relaxado a passear velhinhos pela beira da auto-estrada.
Quanto ao Natal, sinto-me especialmente tocado na forma como vejo as pessoas a espezinhar-se por um lugar de estacionamento nos shoppings ou pelo lugar nas filas dos embrulhos.
Gosto dos comentários das pessoas ao meu lado quando estou junto às prateleiras das lojas:
- Já compraste alguma coisa para a tua sogra?
- já, uma camisola! Mas a vaca merecia era veneno dos ratos.
Gosto das gajas boas vestidas de mãe Natal a darem-me amostras de perfume.
Gosto de ver os pretos com cara de cão abandonado com saudades do natal na cubata.
Gosto de ver os escuteiros, nos intervalos de serem enrabados, nos supermercados a recolherem comida.
Gosto de ver gajos vestidos de Pai Natal a mijarem a peidarem-se nas casas de banho dos shoppings e a sair sem lavar as mãos para depois ir pegar nos meninos ao colo.
Gosto de ver homens na caixa das lojas a pagarem todas as prendas com um cartão de crédito, à excepção de um perfume de mulher, que pagam com outro.
Gosto de ouvir os casais a discutir se vão jantar a casa dos pais dela ou dele.
Gosto de receber postais de Natal que contribuem para a APSPSBQPCPEC - Associação dos Pintores Sem Pernas e Sem Braço Que Pintam Com o Pincel Entalado no Cu.
Gosto do Piiiiiiii do POS da caixa das lojas e a menina dizer ao cliente que o cartão de crédito está cancelado.
Gosto de ver o Natal dos Hospitais e pensar que há gajos que estão bem mais fodidos do que eu.
Gosto de ver as imagens da Operação Natal da BT e saber que na noite passada morreu o comandante da PSP do Algarve porque atravessou uma rotunda em excesso de velocidade e deixou o mercedes (ganho como?) mais achatado que uma tampa de esgoto. Tudo para chocar os condutores para eles terem mais cuidado. Gesto nobre. Grande heroi. Do tipo das imagens nos maços de tabaco.
Enfim, uma época em que eu deposito esperança na humanidade. Esperança em que continue a divertir-me como até então.
Bom Natal a todos
Antes de mais gostaria de pedir formalmente desculpas pela nossa quebra no índice de actualização deste blog. Tal facto prende-se com o termos mais do que fazer. Não somos do género de masturbarmo-nos com a evolução do contador de visitas. O Calimero, por exemplo, decidiu que prefere masturbar-se a ver o Goucha no programa da manhã e o Bell acha que se sente mais realizado e relaxado a passear velhinhos pela beira da auto-estrada.
Quanto ao Natal, sinto-me especialmente tocado na forma como vejo as pessoas a espezinhar-se por um lugar de estacionamento nos shoppings ou pelo lugar nas filas dos embrulhos.
Gosto dos comentários das pessoas ao meu lado quando estou junto às prateleiras das lojas:
- Já compraste alguma coisa para a tua sogra?
- já, uma camisola! Mas a vaca merecia era veneno dos ratos.
Gosto das gajas boas vestidas de mãe Natal a darem-me amostras de perfume.
Gosto de ver os pretos com cara de cão abandonado com saudades do natal na cubata.
Gosto de ver os escuteiros, nos intervalos de serem enrabados, nos supermercados a recolherem comida.
Gosto de ver gajos vestidos de Pai Natal a mijarem a peidarem-se nas casas de banho dos shoppings e a sair sem lavar as mãos para depois ir pegar nos meninos ao colo.
Gosto de ver homens na caixa das lojas a pagarem todas as prendas com um cartão de crédito, à excepção de um perfume de mulher, que pagam com outro.
Gosto de ouvir os casais a discutir se vão jantar a casa dos pais dela ou dele.
Gosto de receber postais de Natal que contribuem para a APSPSBQPCPEC - Associação dos Pintores Sem Pernas e Sem Braço Que Pintam Com o Pincel Entalado no Cu.
Gosto do Piiiiiiii do POS da caixa das lojas e a menina dizer ao cliente que o cartão de crédito está cancelado.
Gosto de ver o Natal dos Hospitais e pensar que há gajos que estão bem mais fodidos do que eu.
Gosto de ver as imagens da Operação Natal da BT e saber que na noite passada morreu o comandante da PSP do Algarve porque atravessou uma rotunda em excesso de velocidade e deixou o mercedes (ganho como?) mais achatado que uma tampa de esgoto. Tudo para chocar os condutores para eles terem mais cuidado. Gesto nobre. Grande heroi. Do tipo das imagens nos maços de tabaco.
Enfim, uma época em que eu deposito esperança na humanidade. Esperança em que continue a divertir-me como até então.
Bom Natal a todos
segunda-feira, dezembro 15, 2003
Sensibilidades Trocadas 1
Estes gajos estão preocupados com a desumanidade com que o Saddam - esse homem bom que foi apanhado pelas circunstâncias - foi mostrado ao Mundo. O que o Celso e o Daniel não sabem é que podia ser bem pior. O plano inicial era espetar-lhe um bacalhau seco no cu e pôr o gajo a esfregar-se no chão numa imitação do Nemo. No final a Disney acabou por perder o contrato para a Colgate (inspecção aos dentes) e Coca Cola (barba do Pai Natal).
Estes gajos estão preocupados com a desumanidade com que o Saddam - esse homem bom que foi apanhado pelas circunstâncias - foi mostrado ao Mundo. O que o Celso e o Daniel não sabem é que podia ser bem pior. O plano inicial era espetar-lhe um bacalhau seco no cu e pôr o gajo a esfregar-se no chão numa imitação do Nemo. No final a Disney acabou por perder o contrato para a Colgate (inspecção aos dentes) e Coca Cola (barba do Pai Natal).
sexta-feira, dezembro 05, 2003
Terceira Pessoa
Utilizar o nosso nome em vez do eu é uma figura de estilo que permite criar uma certa indepêndencia nas afirmações feitas. Permite iludir o receptor da mensagem de que não somos parte interessada na argumentação.
Há dias ouvi o mantorras dizer:
- O Mantorras está ansioso por jogar
e apenas me lembrei do Sexta-feira a comunicar com o Robinson Crosué.
Utilizar o nosso nome em vez do eu é uma figura de estilo que permite criar uma certa indepêndencia nas afirmações feitas. Permite iludir o receptor da mensagem de que não somos parte interessada na argumentação.
Há dias ouvi o mantorras dizer:
- O Mantorras está ansioso por jogar
e apenas me lembrei do Sexta-feira a comunicar com o Robinson Crosué.
segunda-feira, novembro 24, 2003
As prescrições
Uma das coisas que nunca percebi nas lutas das associações de estudantes é a questão das prescrições. O quase prescrito Bruno volta à questão e acusa o Governo de "expulsar os estudantes do ensino superior sem estudar as causas do insucesso escolar". Ora foda-se Bruno. Segundo a lei de bases do financiamento do ensino superior para um curso de 4/5 anos um estudante pode increver-se 8 vezes. Vou repetir: 8 vezes! Significa que mesmo um imbecil iletrado que tenha entrado no ensino superior, por engano, na 3ª chamada, por ausência de outros candidatos válidos, beneficia de 3 anos de tolerância para terminar o seu tão importante curso superior ganhando assim direito a um belo papel com inscrições em latim - que pode utilizar para limpar o cu pois ninguém lhe vai dar emprego. Espero que nessa altura já tenha aprendido o suficiente para limpar o cu à parte de trás do papel evitando sujar o cu de tinta.
Uma das coisas que nunca percebi nas lutas das associações de estudantes é a questão das prescrições. O quase prescrito Bruno volta à questão e acusa o Governo de "expulsar os estudantes do ensino superior sem estudar as causas do insucesso escolar". Ora foda-se Bruno. Segundo a lei de bases do financiamento do ensino superior para um curso de 4/5 anos um estudante pode increver-se 8 vezes. Vou repetir: 8 vezes! Significa que mesmo um imbecil iletrado que tenha entrado no ensino superior, por engano, na 3ª chamada, por ausência de outros candidatos válidos, beneficia de 3 anos de tolerância para terminar o seu tão importante curso superior ganhando assim direito a um belo papel com inscrições em latim - que pode utilizar para limpar o cu pois ninguém lhe vai dar emprego. Espero que nessa altura já tenha aprendido o suficiente para limpar o cu à parte de trás do papel evitando sujar o cu de tinta.
Telex ao Bruno Carapinha
Que caralho fazes ainda no Ensino Superior com 25 ANOS? Não devias estar já a trabalhar?
Que caralho fazes ainda no Ensino Superior com 25 ANOS? Não devias estar já a trabalhar?
terça-feira, outubro 21, 2003
Tintin
Tintin
Começo a ficar um pouco para o fodido de todas as vezes que entro no site do Público. Não é que tenho que gramar com o rabeta do Tintin a correr-me pelo ecrân.
Quem foi o apaneleirado iluminado que teve a ideia de lançar esta colecção no jornal?
Será que não podiam arranjar personagem de BD mais roto do que o Tintin?
Para quem está céptico de que o Tintin engole a palhinha eu comprovo:
1º O cabelo loiro à Herman José com uma poupinha.
2º O caralho do cão em vez de ser um Pastor Alemão ou um Serra da Estrela é um Caniche ou uma merda parecida que precise que o dono lhe apare o pêlo e lhe limpe a merda do rabo.
3º O primeiro titulo da colecção é: Tintin Vai À Lua, com um pissalho ao xadrez na capa do livro.
4º Já em português o nome é apaneleirado, se o dissermos na lingua original: Tantan...dasse, até me dá suores frios...
5º Fala francês
6º É Belga
7º As personagens das aventuras são todos homens, à excepção de uma gorda que canta ópera.
8º É jornalista
Querem mais?
Só faltava ser do PS...
Porquê não lançaram a colecção do Lucky Luke, isso sim. Já o asterix me deixava algumas dúvidas... Mas adiante...
Começo a ficar um pouco para o fodido de todas as vezes que entro no site do Público. Não é que tenho que gramar com o rabeta do Tintin a correr-me pelo ecrân.
Quem foi o apaneleirado iluminado que teve a ideia de lançar esta colecção no jornal?
Será que não podiam arranjar personagem de BD mais roto do que o Tintin?
Para quem está céptico de que o Tintin engole a palhinha eu comprovo:
1º O cabelo loiro à Herman José com uma poupinha.
2º O caralho do cão em vez de ser um Pastor Alemão ou um Serra da Estrela é um Caniche ou uma merda parecida que precise que o dono lhe apare o pêlo e lhe limpe a merda do rabo.
3º O primeiro titulo da colecção é: Tintin Vai À Lua, com um pissalho ao xadrez na capa do livro.
4º Já em português o nome é apaneleirado, se o dissermos na lingua original: Tantan...dasse, até me dá suores frios...
5º Fala francês
6º É Belga
7º As personagens das aventuras são todos homens, à excepção de uma gorda que canta ópera.
8º É jornalista
Querem mais?
Só faltava ser do PS...
Porquê não lançaram a colecção do Lucky Luke, isso sim. Já o asterix me deixava algumas dúvidas... Mas adiante...
sábado, outubro 18, 2003
Fora do Contexto
Ferro "estou-me cagando" Rodrigues afirma que as suas frases foram retiradas do contexto pelo Ministério Público. Sempre a querer ajudar os menos afortunados e pelo respeito que a sua filha nos merece A Cagada propõe dois contextos na qual a frase mais "bombástica" das citadas não seria ofensiva. Caro Ferro: escolha, use e abuse.
Contexto - I
O Gastão encontra um cãozito e começa a enrabá-lo com toda a força. O António Costa vê a coisa e telefona ao Ferro Rodrigues.
- Ó pá, o teu cão está a comer o cão do João Segredo.
- Que se foda o Segredo. Ah ganda Gastão.
- Ó pá olha que o gajo trabalha no ministério da Justiça.
- Quero lá saber. Vem-te no rabo do gajo ó Gastão!!!
- Olha que o gajo é amigo do Sampaio e é um gajo bem colocado.
- E eu sou o secretário geral do PS. Ó pá para lá de chatear. Já te disse: Estou-me cagando para o Segredo da Justiça.
Contexto - II
O António Costa liga ó Ferro.
- Ó Ferro que tal?
- Estou a cagar pá. Liga depois.
- Depois não posso vou a um casamento. Falamos enquanto estás a cagar.
- OK. Ainda bem que ainda não inventaram os telemóveis com cheiro. Ontem foi dia de feijoada e está que não se pode. Ahhhhhhhh! Que belo tronco que aí vai!
- Cagar é relaxante não é?
- Que bela ideia que me deste agora. Uma pessoa a cagar têm outro discernimento. Se os temas quentes da nação fossem discutidos na casa de banho regados a WC Pato em vez de à mesa regados a Luis Pato este país pode ser que andasse para a frente.
- Tens razão Ferro. Até se podia fazer uma cena tipo "Conversas em Familia" chamada "Estou-me cagando para..."
- Ah! Ah! Ah! Pois é Toni!!! Ah! Ah! Ah! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh! Aí vai outro castanhinho rio abaixo.... O primeiro devia ser já sobre as últimas polémicas do caso Moderna e da Casa Pia. Podia-se chamar "Estou-me cagando para o Segredo de Justiça"
- Ah! Ah! Ah! Tens Razão! Ah! Ah! Ah!
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Ferro "estou-me cagando" Rodrigues afirma que as suas frases foram retiradas do contexto pelo Ministério Público. Sempre a querer ajudar os menos afortunados e pelo respeito que a sua filha nos merece A Cagada propõe dois contextos na qual a frase mais "bombástica" das citadas não seria ofensiva. Caro Ferro: escolha, use e abuse.
Contexto - I
O Gastão encontra um cãozito e começa a enrabá-lo com toda a força. O António Costa vê a coisa e telefona ao Ferro Rodrigues.
- Ó pá, o teu cão está a comer o cão do João Segredo.
- Que se foda o Segredo. Ah ganda Gastão.
- Ó pá olha que o gajo trabalha no ministério da Justiça.
- Quero lá saber. Vem-te no rabo do gajo ó Gastão!!!
- Olha que o gajo é amigo do Sampaio e é um gajo bem colocado.
- E eu sou o secretário geral do PS. Ó pá para lá de chatear. Já te disse: Estou-me cagando para o Segredo da Justiça.
Contexto - II
O António Costa liga ó Ferro.
- Ó Ferro que tal?
- Estou a cagar pá. Liga depois.
- Depois não posso vou a um casamento. Falamos enquanto estás a cagar.
- OK. Ainda bem que ainda não inventaram os telemóveis com cheiro. Ontem foi dia de feijoada e está que não se pode. Ahhhhhhhh! Que belo tronco que aí vai!
- Cagar é relaxante não é?
- Que bela ideia que me deste agora. Uma pessoa a cagar têm outro discernimento. Se os temas quentes da nação fossem discutidos na casa de banho regados a WC Pato em vez de à mesa regados a Luis Pato este país pode ser que andasse para a frente.
- Tens razão Ferro. Até se podia fazer uma cena tipo "Conversas em Familia" chamada "Estou-me cagando para..."
- Ah! Ah! Ah! Pois é Toni!!! Ah! Ah! Ah! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh! Aí vai outro castanhinho rio abaixo.... O primeiro devia ser já sobre as últimas polémicas do caso Moderna e da Casa Pia. Podia-se chamar "Estou-me cagando para o Segredo de Justiça"
- Ah! Ah! Ah! Tens Razão! Ah! Ah! Ah!
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
segunda-feira, outubro 13, 2003
As birras dos putos
João Seco do Fundão alerta o pessoal para os problemas dos estudantes deslocados:
- tem que compartilhar uma casa;
- tem que almoçar na cantina e fazer o seu próprio jantar;
- sempre que vai visitar os pais gasta 20 EUR no comboio;
POBRE JOÃO!
Fica uma sugestão: Vai menos uma vez a casa por mês, pagas as propinas (16 EUR/mês) e ainda te sobram 4 EUR para uma mamada das tuas vizinhas aí do Técnico. Acredita, meu rapaz, no que dizia a ex-camarada Jacinta ao abandonar o partido: agora que já tenho vida sexual em cima já não preciso de gritar abaixo.
Relativamente à emotiva historia do estudante que queria ir para o IST e teve que ir para a UBI e recusando-me acreditar que o PCP defenda as obcessões pequeno burguesas que há universidades de primeira e de segunda só pode ser mais um exemplo da influência da blogosfera na vida portuguesa. Toda a gente sabe que a UBI é a universidade dos marretas!
João Seco do Fundão alerta o pessoal para os problemas dos estudantes deslocados:
- tem que compartilhar uma casa;
- tem que almoçar na cantina e fazer o seu próprio jantar;
- sempre que vai visitar os pais gasta 20 EUR no comboio;
POBRE JOÃO!
Fica uma sugestão: Vai menos uma vez a casa por mês, pagas as propinas (16 EUR/mês) e ainda te sobram 4 EUR para uma mamada das tuas vizinhas aí do Técnico. Acredita, meu rapaz, no que dizia a ex-camarada Jacinta ao abandonar o partido: agora que já tenho vida sexual em cima já não preciso de gritar abaixo.
Relativamente à emotiva historia do estudante que queria ir para o IST e teve que ir para a UBI e recusando-me acreditar que o PCP defenda as obcessões pequeno burguesas que há universidades de primeira e de segunda só pode ser mais um exemplo da influência da blogosfera na vida portuguesa. Toda a gente sabe que a UBI é a universidade dos marretas!
sexta-feira, outubro 10, 2003
Politicamente incorrecto
Li interessado e discordante a leitura que o Joel Neto faz do politicamente incorrecto através da análise à personagem do Archie Bunker. Percebo o que ele quer dizer. Fazer humor à custa dos mais fracos é nitidamente escolher o caminho mais fácil. Mas o Joel (que também está aqui) esquece-se do fundamental: o humor não tem que ser uma arma. O pior do politicamento incorrecto é a cultura da vulnerabilidade e da ofensa. As pessoas levam tudo demasiado a sério. Até o humor.
Li interessado e discordante a leitura que o Joel Neto faz do politicamente incorrecto através da análise à personagem do Archie Bunker. Percebo o que ele quer dizer. Fazer humor à custa dos mais fracos é nitidamente escolher o caminho mais fácil. Mas o Joel (que também está aqui) esquece-se do fundamental: o humor não tem que ser uma arma. O pior do politicamento incorrecto é a cultura da vulnerabilidade e da ofensa. As pessoas levam tudo demasiado a sério. Até o humor.
quinta-feira, outubro 09, 2003
O Pipi
Um dos mais perfeitos planos de marketing dos ultimos tempos conheceu finalmente a luz do dia. Roidos de inveja pelo menosprezo que demos à ideia de que em Portugal a merda, por ser merda, vende, decidimos, dia 14 de Outubro, lançar "A Cagada" em edição flashmob Porto/Lisboa:
14:00 Encontro em frente às casas de banho da Estação de S. Bento/Sta. Apolónia
14:01 Calças para baixo e limpadela de cu
14:02 Observar atentamente o resultado acompanhado da expressão facial conveniente
14:03 Deixar contribuições monetárias junto dos senhores com expressão ameaçadora colocados em todas as saídas (incluindo as de emergência) - minimo 5 euros.
14:04 Desmobilizar com um sorriso.
Um dos mais perfeitos planos de marketing dos ultimos tempos conheceu finalmente a luz do dia. Roidos de inveja pelo menosprezo que demos à ideia de que em Portugal a merda, por ser merda, vende, decidimos, dia 14 de Outubro, lançar "A Cagada" em edição flashmob Porto/Lisboa:
14:00 Encontro em frente às casas de banho da Estação de S. Bento/Sta. Apolónia
14:01 Calças para baixo e limpadela de cu
14:02 Observar atentamente o resultado acompanhado da expressão facial conveniente
14:03 Deixar contribuições monetárias junto dos senhores com expressão ameaçadora colocados em todas as saídas (incluindo as de emergência) - minimo 5 euros.
14:04 Desmobilizar com um sorriso.
terça-feira, outubro 07, 2003
A autonomia universitária e a filha do ministro - I
A análise mais interessante que vi esta semana acerca do "acidente" (acidente ter sido descoberto) da filha do ministro foi do JMF do Público. Segundo ele o problema teria sido evitado se houvesse autonomia universitária sendo da responsabilidade da Universidade escolher os seus alunos! É a chamada conclusão brilhante. Se os mais altos responsáveis da nação, permanentemente sob escrutinio dos média têm a puta da lata de interpretar a lei como bem lhes apetece imaginem numa sociedade de favores como é a nossa entregar essa decisão às Universidades. Em vez de 9 regimes de excepção teremos os equivalentes ao numero de universidades, faculdades, institutos e escolas superiores que existem em Portugal!
A grande vantagem da centralização é que só há uma mama a que só poucos têm acesso. E como só há uma nem sempre chega para todos. E quando assim é os mamões zangam-se e lavam a roupa suja em público. E assim se atinge o objectivo principal do bom governo: dar alegria ao povo.
A análise mais interessante que vi esta semana acerca do "acidente" (acidente ter sido descoberto) da filha do ministro foi do JMF do Público. Segundo ele o problema teria sido evitado se houvesse autonomia universitária sendo da responsabilidade da Universidade escolher os seus alunos! É a chamada conclusão brilhante. Se os mais altos responsáveis da nação, permanentemente sob escrutinio dos média têm a puta da lata de interpretar a lei como bem lhes apetece imaginem numa sociedade de favores como é a nossa entregar essa decisão às Universidades. Em vez de 9 regimes de excepção teremos os equivalentes ao numero de universidades, faculdades, institutos e escolas superiores que existem em Portugal!
A grande vantagem da centralização é que só há uma mama a que só poucos têm acesso. E como só há uma nem sempre chega para todos. E quando assim é os mamões zangam-se e lavam a roupa suja em público. E assim se atinge o objectivo principal do bom governo: dar alegria ao povo.
O encontro
Na passada sexta-feira, o Pulha apresentou-nos um Cigano. Não sei qual seria a intenção dele. De qualquer forma, calcei as galochas e fui dar uma espreitadela. Achei curioso um post do dito cigano, em que ele elevava a alma cigana do cimo da sua burra face à vida mecânica que os gadje (não ciganos) levam: horas no trânsito, trabalhar feito camelo para comprar uma caixa de fosforos.
Caro amigo Cigano, se a puta da tua burra se lembrasse, incomodada com o animal que leva às costas, de ir dar pinotes para o meio da estrada e que, com isso, fosses bater com a mona no asfalto, quem é que tu achas que iria pagar o médico que te iria tratar dos cornos? EU, com os impostos que pago. A não ser que preferisses ir para a barraca para que te tapassem o buraco na tola com estrume de cavalo.
Sem dúvida que o espírito cigano é livre e que essa liberdade já escasseia na nossa sociedade em que todos os dias somos impelidos para um novo compromisso, crédito para a casa, crédito para o carro, dentista da mulher, colégio dos putos, aborto da amante, etc. Obviamente, apesar de ser mais fácil ir gamar para cobrir as despesas, os gadje, na sua maioria preferem trabalhar.
Se calhar em parte os ciganos estão certos. Para quê tantas merdas? Para quê oferecer à puta da mulher um vison se o mais natural era ela ser feliz apenas pelo facto de, nessa noite, não lhe escanar o focinho. Para quê ir jogar golfe se podemos jogar à malha com os filhos, principalmente com a filha de 12 anos do irmão.
Contudo, nunca poderemos fugir aos nossos compromissos da vida em sociedade. Temos de redistribuir o que temos, pagar impostos para ajudar quem tem menos, para fazer cumprir os principios da nossa Constituição.
Meu amiguinho, por mim serias livre como um pássaro se andasses por aí nas ruas a cheirar as flores, a ouvir o mar, a sentir os elementos, como tu o dizes, até te deixava urinar nos cartazes do Santana Lopes. É certo que não te levaria para casa como faço com os gatos ou cães vadios esfaimados, ou com as empregadas de loja do shopping, mas também não te chutaria, nem te cuspiria em cima. Mas a tua liberdade acabaria onde a minha começa e vice-versa. E se quisesses direitos, terias deveres e obrigações.
Na passada sexta-feira, o Pulha apresentou-nos um Cigano. Não sei qual seria a intenção dele. De qualquer forma, calcei as galochas e fui dar uma espreitadela. Achei curioso um post do dito cigano, em que ele elevava a alma cigana do cimo da sua burra face à vida mecânica que os gadje (não ciganos) levam: horas no trânsito, trabalhar feito camelo para comprar uma caixa de fosforos.
Caro amigo Cigano, se a puta da tua burra se lembrasse, incomodada com o animal que leva às costas, de ir dar pinotes para o meio da estrada e que, com isso, fosses bater com a mona no asfalto, quem é que tu achas que iria pagar o médico que te iria tratar dos cornos? EU, com os impostos que pago. A não ser que preferisses ir para a barraca para que te tapassem o buraco na tola com estrume de cavalo.
Sem dúvida que o espírito cigano é livre e que essa liberdade já escasseia na nossa sociedade em que todos os dias somos impelidos para um novo compromisso, crédito para a casa, crédito para o carro, dentista da mulher, colégio dos putos, aborto da amante, etc. Obviamente, apesar de ser mais fácil ir gamar para cobrir as despesas, os gadje, na sua maioria preferem trabalhar.
Se calhar em parte os ciganos estão certos. Para quê tantas merdas? Para quê oferecer à puta da mulher um vison se o mais natural era ela ser feliz apenas pelo facto de, nessa noite, não lhe escanar o focinho. Para quê ir jogar golfe se podemos jogar à malha com os filhos, principalmente com a filha de 12 anos do irmão.
Contudo, nunca poderemos fugir aos nossos compromissos da vida em sociedade. Temos de redistribuir o que temos, pagar impostos para ajudar quem tem menos, para fazer cumprir os principios da nossa Constituição.
Meu amiguinho, por mim serias livre como um pássaro se andasses por aí nas ruas a cheirar as flores, a ouvir o mar, a sentir os elementos, como tu o dizes, até te deixava urinar nos cartazes do Santana Lopes. É certo que não te levaria para casa como faço com os gatos ou cães vadios esfaimados, ou com as empregadas de loja do shopping, mas também não te chutaria, nem te cuspiria em cima. Mas a tua liberdade acabaria onde a minha começa e vice-versa. E se quisesses direitos, terias deveres e obrigações.
quarta-feira, outubro 01, 2003
O Eléctrico
Um eléctrico chamado Desejo
...À parte do título, não há nada neste post que pretenda lembrar que morreu Elia Kazan: Feroz delator de actividades anti-americanas, colérico amante de ostras e realizador de cinema. A humanidade deve-lhe a herança da poética dos últimos dez minutos do Esplendor na Relva, a Natalie Wood e a Eve Marie Saint capturadas como nunca, a angústiante cena da reunião sindical no "On the Waterfront" e a noção de eterno-retorno do "Eléctrico...". Passado este momento piroso de citação eclética (tom que está tão em voga nos Blogs...) passo ao que interessa.
Caro Bell, se o teu amigo se espetou contra o Magic Johnson, eu, para infelicidade minha, carrego o fardo de me ter espetado, aos 19 anos, contra um eléctrico.
Espetar-se contra um eléctrico é como bater numa criança. Dá gozo, pode traumatizar e os velhotes têm uma certa tendência para não compreender o acto...
Estive duas horas a teimar que se o gajo vinha da esquerda, electrico ou não, quem tinha prioridade era eu...
Escuso-me a contar o fim da aventura.
Fico à espera que algum lisboeta que já tenha batido contra um cacilheiro se denuncie.
...À parte do título, não há nada neste post que pretenda lembrar que morreu Elia Kazan: Feroz delator de actividades anti-americanas, colérico amante de ostras e realizador de cinema. A humanidade deve-lhe a herança da poética dos últimos dez minutos do Esplendor na Relva, a Natalie Wood e a Eve Marie Saint capturadas como nunca, a angústiante cena da reunião sindical no "On the Waterfront" e a noção de eterno-retorno do "Eléctrico...". Passado este momento piroso de citação eclética (tom que está tão em voga nos Blogs...) passo ao que interessa.
Caro Bell, se o teu amigo se espetou contra o Magic Johnson, eu, para infelicidade minha, carrego o fardo de me ter espetado, aos 19 anos, contra um eléctrico.
Espetar-se contra um eléctrico é como bater numa criança. Dá gozo, pode traumatizar e os velhotes têm uma certa tendência para não compreender o acto...
Estive duas horas a teimar que se o gajo vinha da esquerda, electrico ou não, quem tinha prioridade era eu...
Escuso-me a contar o fim da aventura.
Fico à espera que algum lisboeta que já tenha batido contra um cacilheiro se denuncie.
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