Tintin
Começo a ficar um pouco para o fodido de todas as vezes que entro no site do Público. Não é que tenho que gramar com o rabeta do Tintin a correr-me pelo ecrân.
Quem foi o apaneleirado iluminado que teve a ideia de lançar esta colecção no jornal?
Será que não podiam arranjar personagem de BD mais roto do que o Tintin?
Para quem está céptico de que o Tintin engole a palhinha eu comprovo:
1º O cabelo loiro à Herman José com uma poupinha.
2º O caralho do cão em vez de ser um Pastor Alemão ou um Serra da Estrela é um Caniche ou uma merda parecida que precise que o dono lhe apare o pêlo e lhe limpe a merda do rabo.
3º O primeiro titulo da colecção é: Tintin Vai À Lua, com um pissalho ao xadrez na capa do livro.
4º Já em português o nome é apaneleirado, se o dissermos na lingua original: Tantan...dasse, até me dá suores frios...
5º Fala francês
6º É Belga
7º As personagens das aventuras são todos homens, à excepção de uma gorda que canta ópera.
8º É jornalista
Querem mais?
Só faltava ser do PS...
Porquê não lançaram a colecção do Lucky Luke, isso sim. Já o asterix me deixava algumas dúvidas... Mas adiante...
terça-feira, outubro 21, 2003
sábado, outubro 18, 2003
Fora do Contexto
Ferro "estou-me cagando" Rodrigues afirma que as suas frases foram retiradas do contexto pelo Ministério Público. Sempre a querer ajudar os menos afortunados e pelo respeito que a sua filha nos merece A Cagada propõe dois contextos na qual a frase mais "bombástica" das citadas não seria ofensiva. Caro Ferro: escolha, use e abuse.
Contexto - I
O Gastão encontra um cãozito e começa a enrabá-lo com toda a força. O António Costa vê a coisa e telefona ao Ferro Rodrigues.
- Ó pá, o teu cão está a comer o cão do João Segredo.
- Que se foda o Segredo. Ah ganda Gastão.
- Ó pá olha que o gajo trabalha no ministério da Justiça.
- Quero lá saber. Vem-te no rabo do gajo ó Gastão!!!
- Olha que o gajo é amigo do Sampaio e é um gajo bem colocado.
- E eu sou o secretário geral do PS. Ó pá para lá de chatear. Já te disse: Estou-me cagando para o Segredo da Justiça.
Contexto - II
O António Costa liga ó Ferro.
- Ó Ferro que tal?
- Estou a cagar pá. Liga depois.
- Depois não posso vou a um casamento. Falamos enquanto estás a cagar.
- OK. Ainda bem que ainda não inventaram os telemóveis com cheiro. Ontem foi dia de feijoada e está que não se pode. Ahhhhhhhh! Que belo tronco que aí vai!
- Cagar é relaxante não é?
- Que bela ideia que me deste agora. Uma pessoa a cagar têm outro discernimento. Se os temas quentes da nação fossem discutidos na casa de banho regados a WC Pato em vez de à mesa regados a Luis Pato este país pode ser que andasse para a frente.
- Tens razão Ferro. Até se podia fazer uma cena tipo "Conversas em Familia" chamada "Estou-me cagando para..."
- Ah! Ah! Ah! Pois é Toni!!! Ah! Ah! Ah! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh! Aí vai outro castanhinho rio abaixo.... O primeiro devia ser já sobre as últimas polémicas do caso Moderna e da Casa Pia. Podia-se chamar "Estou-me cagando para o Segredo de Justiça"
- Ah! Ah! Ah! Tens Razão! Ah! Ah! Ah!
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Ferro "estou-me cagando" Rodrigues afirma que as suas frases foram retiradas do contexto pelo Ministério Público. Sempre a querer ajudar os menos afortunados e pelo respeito que a sua filha nos merece A Cagada propõe dois contextos na qual a frase mais "bombástica" das citadas não seria ofensiva. Caro Ferro: escolha, use e abuse.
Contexto - I
O Gastão encontra um cãozito e começa a enrabá-lo com toda a força. O António Costa vê a coisa e telefona ao Ferro Rodrigues.
- Ó pá, o teu cão está a comer o cão do João Segredo.
- Que se foda o Segredo. Ah ganda Gastão.
- Ó pá olha que o gajo trabalha no ministério da Justiça.
- Quero lá saber. Vem-te no rabo do gajo ó Gastão!!!
- Olha que o gajo é amigo do Sampaio e é um gajo bem colocado.
- E eu sou o secretário geral do PS. Ó pá para lá de chatear. Já te disse: Estou-me cagando para o Segredo da Justiça.
Contexto - II
O António Costa liga ó Ferro.
- Ó Ferro que tal?
- Estou a cagar pá. Liga depois.
- Depois não posso vou a um casamento. Falamos enquanto estás a cagar.
- OK. Ainda bem que ainda não inventaram os telemóveis com cheiro. Ontem foi dia de feijoada e está que não se pode. Ahhhhhhhh! Que belo tronco que aí vai!
- Cagar é relaxante não é?
- Que bela ideia que me deste agora. Uma pessoa a cagar têm outro discernimento. Se os temas quentes da nação fossem discutidos na casa de banho regados a WC Pato em vez de à mesa regados a Luis Pato este país pode ser que andasse para a frente.
- Tens razão Ferro. Até se podia fazer uma cena tipo "Conversas em Familia" chamada "Estou-me cagando para..."
- Ah! Ah! Ah! Pois é Toni!!! Ah! Ah! Ah! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh! Aí vai outro castanhinho rio abaixo.... O primeiro devia ser já sobre as últimas polémicas do caso Moderna e da Casa Pia. Podia-se chamar "Estou-me cagando para o Segredo de Justiça"
- Ah! Ah! Ah! Tens Razão! Ah! Ah! Ah!
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
segunda-feira, outubro 13, 2003
As birras dos putos
João Seco do Fundão alerta o pessoal para os problemas dos estudantes deslocados:
- tem que compartilhar uma casa;
- tem que almoçar na cantina e fazer o seu próprio jantar;
- sempre que vai visitar os pais gasta 20 EUR no comboio;
POBRE JOÃO!
Fica uma sugestão: Vai menos uma vez a casa por mês, pagas as propinas (16 EUR/mês) e ainda te sobram 4 EUR para uma mamada das tuas vizinhas aí do Técnico. Acredita, meu rapaz, no que dizia a ex-camarada Jacinta ao abandonar o partido: agora que já tenho vida sexual em cima já não preciso de gritar abaixo.
Relativamente à emotiva historia do estudante que queria ir para o IST e teve que ir para a UBI e recusando-me acreditar que o PCP defenda as obcessões pequeno burguesas que há universidades de primeira e de segunda só pode ser mais um exemplo da influência da blogosfera na vida portuguesa. Toda a gente sabe que a UBI é a universidade dos marretas!
João Seco do Fundão alerta o pessoal para os problemas dos estudantes deslocados:
- tem que compartilhar uma casa;
- tem que almoçar na cantina e fazer o seu próprio jantar;
- sempre que vai visitar os pais gasta 20 EUR no comboio;
POBRE JOÃO!
Fica uma sugestão: Vai menos uma vez a casa por mês, pagas as propinas (16 EUR/mês) e ainda te sobram 4 EUR para uma mamada das tuas vizinhas aí do Técnico. Acredita, meu rapaz, no que dizia a ex-camarada Jacinta ao abandonar o partido: agora que já tenho vida sexual em cima já não preciso de gritar abaixo.
Relativamente à emotiva historia do estudante que queria ir para o IST e teve que ir para a UBI e recusando-me acreditar que o PCP defenda as obcessões pequeno burguesas que há universidades de primeira e de segunda só pode ser mais um exemplo da influência da blogosfera na vida portuguesa. Toda a gente sabe que a UBI é a universidade dos marretas!
sexta-feira, outubro 10, 2003
Politicamente incorrecto
Li interessado e discordante a leitura que o Joel Neto faz do politicamente incorrecto através da análise à personagem do Archie Bunker. Percebo o que ele quer dizer. Fazer humor à custa dos mais fracos é nitidamente escolher o caminho mais fácil. Mas o Joel (que também está aqui) esquece-se do fundamental: o humor não tem que ser uma arma. O pior do politicamento incorrecto é a cultura da vulnerabilidade e da ofensa. As pessoas levam tudo demasiado a sério. Até o humor.
Li interessado e discordante a leitura que o Joel Neto faz do politicamente incorrecto através da análise à personagem do Archie Bunker. Percebo o que ele quer dizer. Fazer humor à custa dos mais fracos é nitidamente escolher o caminho mais fácil. Mas o Joel (que também está aqui) esquece-se do fundamental: o humor não tem que ser uma arma. O pior do politicamento incorrecto é a cultura da vulnerabilidade e da ofensa. As pessoas levam tudo demasiado a sério. Até o humor.
quinta-feira, outubro 09, 2003
O Pipi
Um dos mais perfeitos planos de marketing dos ultimos tempos conheceu finalmente a luz do dia. Roidos de inveja pelo menosprezo que demos à ideia de que em Portugal a merda, por ser merda, vende, decidimos, dia 14 de Outubro, lançar "A Cagada" em edição flashmob Porto/Lisboa:
14:00 Encontro em frente às casas de banho da Estação de S. Bento/Sta. Apolónia
14:01 Calças para baixo e limpadela de cu
14:02 Observar atentamente o resultado acompanhado da expressão facial conveniente
14:03 Deixar contribuições monetárias junto dos senhores com expressão ameaçadora colocados em todas as saídas (incluindo as de emergência) - minimo 5 euros.
14:04 Desmobilizar com um sorriso.
Um dos mais perfeitos planos de marketing dos ultimos tempos conheceu finalmente a luz do dia. Roidos de inveja pelo menosprezo que demos à ideia de que em Portugal a merda, por ser merda, vende, decidimos, dia 14 de Outubro, lançar "A Cagada" em edição flashmob Porto/Lisboa:
14:00 Encontro em frente às casas de banho da Estação de S. Bento/Sta. Apolónia
14:01 Calças para baixo e limpadela de cu
14:02 Observar atentamente o resultado acompanhado da expressão facial conveniente
14:03 Deixar contribuições monetárias junto dos senhores com expressão ameaçadora colocados em todas as saídas (incluindo as de emergência) - minimo 5 euros.
14:04 Desmobilizar com um sorriso.
terça-feira, outubro 07, 2003
A autonomia universitária e a filha do ministro - I
A análise mais interessante que vi esta semana acerca do "acidente" (acidente ter sido descoberto) da filha do ministro foi do JMF do Público. Segundo ele o problema teria sido evitado se houvesse autonomia universitária sendo da responsabilidade da Universidade escolher os seus alunos! É a chamada conclusão brilhante. Se os mais altos responsáveis da nação, permanentemente sob escrutinio dos média têm a puta da lata de interpretar a lei como bem lhes apetece imaginem numa sociedade de favores como é a nossa entregar essa decisão às Universidades. Em vez de 9 regimes de excepção teremos os equivalentes ao numero de universidades, faculdades, institutos e escolas superiores que existem em Portugal!
A grande vantagem da centralização é que só há uma mama a que só poucos têm acesso. E como só há uma nem sempre chega para todos. E quando assim é os mamões zangam-se e lavam a roupa suja em público. E assim se atinge o objectivo principal do bom governo: dar alegria ao povo.
A análise mais interessante que vi esta semana acerca do "acidente" (acidente ter sido descoberto) da filha do ministro foi do JMF do Público. Segundo ele o problema teria sido evitado se houvesse autonomia universitária sendo da responsabilidade da Universidade escolher os seus alunos! É a chamada conclusão brilhante. Se os mais altos responsáveis da nação, permanentemente sob escrutinio dos média têm a puta da lata de interpretar a lei como bem lhes apetece imaginem numa sociedade de favores como é a nossa entregar essa decisão às Universidades. Em vez de 9 regimes de excepção teremos os equivalentes ao numero de universidades, faculdades, institutos e escolas superiores que existem em Portugal!
A grande vantagem da centralização é que só há uma mama a que só poucos têm acesso. E como só há uma nem sempre chega para todos. E quando assim é os mamões zangam-se e lavam a roupa suja em público. E assim se atinge o objectivo principal do bom governo: dar alegria ao povo.
O encontro
Na passada sexta-feira, o Pulha apresentou-nos um Cigano. Não sei qual seria a intenção dele. De qualquer forma, calcei as galochas e fui dar uma espreitadela. Achei curioso um post do dito cigano, em que ele elevava a alma cigana do cimo da sua burra face à vida mecânica que os gadje (não ciganos) levam: horas no trânsito, trabalhar feito camelo para comprar uma caixa de fosforos.
Caro amigo Cigano, se a puta da tua burra se lembrasse, incomodada com o animal que leva às costas, de ir dar pinotes para o meio da estrada e que, com isso, fosses bater com a mona no asfalto, quem é que tu achas que iria pagar o médico que te iria tratar dos cornos? EU, com os impostos que pago. A não ser que preferisses ir para a barraca para que te tapassem o buraco na tola com estrume de cavalo.
Sem dúvida que o espírito cigano é livre e que essa liberdade já escasseia na nossa sociedade em que todos os dias somos impelidos para um novo compromisso, crédito para a casa, crédito para o carro, dentista da mulher, colégio dos putos, aborto da amante, etc. Obviamente, apesar de ser mais fácil ir gamar para cobrir as despesas, os gadje, na sua maioria preferem trabalhar.
Se calhar em parte os ciganos estão certos. Para quê tantas merdas? Para quê oferecer à puta da mulher um vison se o mais natural era ela ser feliz apenas pelo facto de, nessa noite, não lhe escanar o focinho. Para quê ir jogar golfe se podemos jogar à malha com os filhos, principalmente com a filha de 12 anos do irmão.
Contudo, nunca poderemos fugir aos nossos compromissos da vida em sociedade. Temos de redistribuir o que temos, pagar impostos para ajudar quem tem menos, para fazer cumprir os principios da nossa Constituição.
Meu amiguinho, por mim serias livre como um pássaro se andasses por aí nas ruas a cheirar as flores, a ouvir o mar, a sentir os elementos, como tu o dizes, até te deixava urinar nos cartazes do Santana Lopes. É certo que não te levaria para casa como faço com os gatos ou cães vadios esfaimados, ou com as empregadas de loja do shopping, mas também não te chutaria, nem te cuspiria em cima. Mas a tua liberdade acabaria onde a minha começa e vice-versa. E se quisesses direitos, terias deveres e obrigações.
Na passada sexta-feira, o Pulha apresentou-nos um Cigano. Não sei qual seria a intenção dele. De qualquer forma, calcei as galochas e fui dar uma espreitadela. Achei curioso um post do dito cigano, em que ele elevava a alma cigana do cimo da sua burra face à vida mecânica que os gadje (não ciganos) levam: horas no trânsito, trabalhar feito camelo para comprar uma caixa de fosforos.
Caro amigo Cigano, se a puta da tua burra se lembrasse, incomodada com o animal que leva às costas, de ir dar pinotes para o meio da estrada e que, com isso, fosses bater com a mona no asfalto, quem é que tu achas que iria pagar o médico que te iria tratar dos cornos? EU, com os impostos que pago. A não ser que preferisses ir para a barraca para que te tapassem o buraco na tola com estrume de cavalo.
Sem dúvida que o espírito cigano é livre e que essa liberdade já escasseia na nossa sociedade em que todos os dias somos impelidos para um novo compromisso, crédito para a casa, crédito para o carro, dentista da mulher, colégio dos putos, aborto da amante, etc. Obviamente, apesar de ser mais fácil ir gamar para cobrir as despesas, os gadje, na sua maioria preferem trabalhar.
Se calhar em parte os ciganos estão certos. Para quê tantas merdas? Para quê oferecer à puta da mulher um vison se o mais natural era ela ser feliz apenas pelo facto de, nessa noite, não lhe escanar o focinho. Para quê ir jogar golfe se podemos jogar à malha com os filhos, principalmente com a filha de 12 anos do irmão.
Contudo, nunca poderemos fugir aos nossos compromissos da vida em sociedade. Temos de redistribuir o que temos, pagar impostos para ajudar quem tem menos, para fazer cumprir os principios da nossa Constituição.
Meu amiguinho, por mim serias livre como um pássaro se andasses por aí nas ruas a cheirar as flores, a ouvir o mar, a sentir os elementos, como tu o dizes, até te deixava urinar nos cartazes do Santana Lopes. É certo que não te levaria para casa como faço com os gatos ou cães vadios esfaimados, ou com as empregadas de loja do shopping, mas também não te chutaria, nem te cuspiria em cima. Mas a tua liberdade acabaria onde a minha começa e vice-versa. E se quisesses direitos, terias deveres e obrigações.
quarta-feira, outubro 01, 2003
O Eléctrico
Um eléctrico chamado Desejo
...À parte do título, não há nada neste post que pretenda lembrar que morreu Elia Kazan: Feroz delator de actividades anti-americanas, colérico amante de ostras e realizador de cinema. A humanidade deve-lhe a herança da poética dos últimos dez minutos do Esplendor na Relva, a Natalie Wood e a Eve Marie Saint capturadas como nunca, a angústiante cena da reunião sindical no "On the Waterfront" e a noção de eterno-retorno do "Eléctrico...". Passado este momento piroso de citação eclética (tom que está tão em voga nos Blogs...) passo ao que interessa.
Caro Bell, se o teu amigo se espetou contra o Magic Johnson, eu, para infelicidade minha, carrego o fardo de me ter espetado, aos 19 anos, contra um eléctrico.
Espetar-se contra um eléctrico é como bater numa criança. Dá gozo, pode traumatizar e os velhotes têm uma certa tendência para não compreender o acto...
Estive duas horas a teimar que se o gajo vinha da esquerda, electrico ou não, quem tinha prioridade era eu...
Escuso-me a contar o fim da aventura.
Fico à espera que algum lisboeta que já tenha batido contra um cacilheiro se denuncie.
...À parte do título, não há nada neste post que pretenda lembrar que morreu Elia Kazan: Feroz delator de actividades anti-americanas, colérico amante de ostras e realizador de cinema. A humanidade deve-lhe a herança da poética dos últimos dez minutos do Esplendor na Relva, a Natalie Wood e a Eve Marie Saint capturadas como nunca, a angústiante cena da reunião sindical no "On the Waterfront" e a noção de eterno-retorno do "Eléctrico...". Passado este momento piroso de citação eclética (tom que está tão em voga nos Blogs...) passo ao que interessa.
Caro Bell, se o teu amigo se espetou contra o Magic Johnson, eu, para infelicidade minha, carrego o fardo de me ter espetado, aos 19 anos, contra um eléctrico.
Espetar-se contra um eléctrico é como bater numa criança. Dá gozo, pode traumatizar e os velhotes têm uma certa tendência para não compreender o acto...
Estive duas horas a teimar que se o gajo vinha da esquerda, electrico ou não, quem tinha prioridade era eu...
Escuso-me a contar o fim da aventura.
Fico à espera que algum lisboeta que já tenha batido contra um cacilheiro se denuncie.
terça-feira, setembro 30, 2003
segunda-feira, setembro 29, 2003
Estudantada
Estudantada
Em resposta à pertinente pergunta do Bell.
O problema da estudantada é muito simples: Hà dois tipos de estudantes: Os burgueses (em minoria) e a plebe (em maioria). Quem comanda? Fácil, os burgueses. O que melhor define os burgueses? Simples, são na sua maioria simpatizantes da corrente muito passadista do Maio de 68. O que define a pelbe? São tão acéfalos como os primeiros mas não têm sequer uma cultura de contra-poder. Aspiram a ser poder. E porquê? Porque as suas famílias investiram todo o parco resultado suado do seu labor analfabeto nessa suposta educação, e logo, lhes inculcam esse sonho pequeno-burguês de ser "doutor".
Ora, e no que dá a mistura destas duas facções assinas? No belo mundo universitário que temos.
Uma comandita de burgueses incultos fascinados com a contra-cultura do BE e com a ideia tola de revolução a liderar uma horda de cegos que se limitam a seguir as modas ultrapassadas, se bem que um tanto contrafeitos (por educação são cavaquistas, educados a seguir a ordem imposta à plebe sendo bons cumpridores e sem fazer ondas: é a chamada cultura do "peão grato")...por eles, estariam felizes com as propinas e com as praxes e com as enxurradas de música pimba que lhes são oferecidas e que sentem como sendo o néctar com que tanto sonharam na aldeia. Mas se todos fazem...porque não também manifestar-se?
É por isso que acho absurda a luta incontinente dos burgueses do BE para salvar a donzela que não quer ser salva. É por isso que a aristocracia (seja do ponto de vista do berço, da capacidade intelectual ou criativa) se mantém à parte do mundo universitário. Esse é um universo marcado por uma tal idiotice que nem o facto de ser infantil desculpa. Ou acham mesmo que metade dos manifestantes faz a menor ideia daquilo que a leva ali? E são tão cegos uns como outros. Abençoada ideia, a da educação para todos não é? Agora queixem-se, e chamem-lhe massificação...
Em resposta à pertinente pergunta do Bell.
O problema da estudantada é muito simples: Hà dois tipos de estudantes: Os burgueses (em minoria) e a plebe (em maioria). Quem comanda? Fácil, os burgueses. O que melhor define os burgueses? Simples, são na sua maioria simpatizantes da corrente muito passadista do Maio de 68. O que define a pelbe? São tão acéfalos como os primeiros mas não têm sequer uma cultura de contra-poder. Aspiram a ser poder. E porquê? Porque as suas famílias investiram todo o parco resultado suado do seu labor analfabeto nessa suposta educação, e logo, lhes inculcam esse sonho pequeno-burguês de ser "doutor".
Ora, e no que dá a mistura destas duas facções assinas? No belo mundo universitário que temos.
Uma comandita de burgueses incultos fascinados com a contra-cultura do BE e com a ideia tola de revolução a liderar uma horda de cegos que se limitam a seguir as modas ultrapassadas, se bem que um tanto contrafeitos (por educação são cavaquistas, educados a seguir a ordem imposta à plebe sendo bons cumpridores e sem fazer ondas: é a chamada cultura do "peão grato")...por eles, estariam felizes com as propinas e com as praxes e com as enxurradas de música pimba que lhes são oferecidas e que sentem como sendo o néctar com que tanto sonharam na aldeia. Mas se todos fazem...porque não também manifestar-se?
É por isso que acho absurda a luta incontinente dos burgueses do BE para salvar a donzela que não quer ser salva. É por isso que a aristocracia (seja do ponto de vista do berço, da capacidade intelectual ou criativa) se mantém à parte do mundo universitário. Esse é um universo marcado por uma tal idiotice que nem o facto de ser infantil desculpa. Ou acham mesmo que metade dos manifestantes faz a menor ideia daquilo que a leva ali? E são tão cegos uns como outros. Abençoada ideia, a da educação para todos não é? Agora queixem-se, e chamem-lhe massificação...
Pergunta do dia
Pergunta do dia
Porque é que a estudantada só faz manifestações a sério quando há governos de direita?
Porque é que a estudantada só faz manifestações a sério quando há governos de direita?
sexta-feira, setembro 26, 2003
Racismo nunca mais!!!
Hoje de manha, estava a tomar o pequeno almoço, ligo a televisão e encontro a imagem toda torcida com duas jovens nuas a brincar ao "espeta-me o vibrador como se fosse um pilão até me sair mandioca pelas orelhas". O estranho é que o som era a musica do genérico do Sitio do Pica-pau amarelo. Quase espirrava o leite para o meio da sala. O da vaca entenda-se. Uma combinação algo estranha.
Fui procurar a imagem daquele som e descobri-o na SIC. A minha pergunta é:
-Como é que a SIC transmite uma série para crianças em que o único personagem preto não tem uma perna, dinheiro para muletas ou uma prótese, e independentemente da estação do ano o seu guarda-roupa resume-se a um barrete de campino e um par de cuecas. Racismo na televisão. Racismo por todo o lado, senão reparem:
-O pigmeu dos pacotes de conguitos. Porque é que uma guloseima para crianças tem na embalagem um pequeno preto armado com uma lança e novamente em cuecas? As crianças portuguesas, que não habitem em Lisboa, crescem a pensar que os pretos ainda estão na idade da pedra, pelo menos da lascada.
- Lembra-se daquela novela em que um personagem passa todos os episódios a dizer que ia conseguir voar somente pelo simples facto de amarrar aos braços um cartão com penas de galinha coladas? de que côr é que ele era? Exacto: P-R-E-T-O, ainda por cima chamado Zelão. Alguns de vós devem pensar: qual o problema, todos os pioneiros da aviação fizeram essas tristes figuras. Meu apaneleirado leitor, a novela desenrolava-se na mesma década em que inventaram o Concorde. Para cúmulo no fim da novela o cabrão do preto atira-se do alto da torre da igreja. Transformou-se em anjo. Nunca percebi se o autor da novela quis demonstrar que o gajo transformou-se em anjo porque arrebentou com os cornos na calçada.
- Quais são os personagens mais imbecis das aventuras do Asterix? Os romanos? Não. Os piratas. Quem é o mais imbecil deles que nem sequer sabe articular os sons? Exacto, o P-R-E-T-O.
Muitos exemplo se afiguram diariamente a todos os nós. Compete à Cagada denunciá-los sem medo de ameaças. Ninguém, mas ninguém me fará retirar os textos do Blog.
Hoje de manha, estava a tomar o pequeno almoço, ligo a televisão e encontro a imagem toda torcida com duas jovens nuas a brincar ao "espeta-me o vibrador como se fosse um pilão até me sair mandioca pelas orelhas". O estranho é que o som era a musica do genérico do Sitio do Pica-pau amarelo. Quase espirrava o leite para o meio da sala. O da vaca entenda-se. Uma combinação algo estranha.
Fui procurar a imagem daquele som e descobri-o na SIC. A minha pergunta é:
-Como é que a SIC transmite uma série para crianças em que o único personagem preto não tem uma perna, dinheiro para muletas ou uma prótese, e independentemente da estação do ano o seu guarda-roupa resume-se a um barrete de campino e um par de cuecas. Racismo na televisão. Racismo por todo o lado, senão reparem:
-O pigmeu dos pacotes de conguitos. Porque é que uma guloseima para crianças tem na embalagem um pequeno preto armado com uma lança e novamente em cuecas? As crianças portuguesas, que não habitem em Lisboa, crescem a pensar que os pretos ainda estão na idade da pedra, pelo menos da lascada.
- Lembra-se daquela novela em que um personagem passa todos os episódios a dizer que ia conseguir voar somente pelo simples facto de amarrar aos braços um cartão com penas de galinha coladas? de que côr é que ele era? Exacto: P-R-E-T-O, ainda por cima chamado Zelão. Alguns de vós devem pensar: qual o problema, todos os pioneiros da aviação fizeram essas tristes figuras. Meu apaneleirado leitor, a novela desenrolava-se na mesma década em que inventaram o Concorde. Para cúmulo no fim da novela o cabrão do preto atira-se do alto da torre da igreja. Transformou-se em anjo. Nunca percebi se o autor da novela quis demonstrar que o gajo transformou-se em anjo porque arrebentou com os cornos na calçada.
- Quais são os personagens mais imbecis das aventuras do Asterix? Os romanos? Não. Os piratas. Quem é o mais imbecil deles que nem sequer sabe articular os sons? Exacto, o P-R-E-T-O.
Muitos exemplo se afiguram diariamente a todos os nós. Compete à Cagada denunciá-los sem medo de ameaças. Ninguém, mas ninguém me fará retirar os textos do Blog.
quinta-feira, setembro 25, 2003
Por favor não aplaudam
Por favor não aplaudam
Pois é. Muitos devem ter adivinhado ao ouvir as notícias, mas cá vai o comunicado oficial: O perigoso lobby que move influências nos corredores da Cúria Romana da Santa Sé é mesmo "a Cagada".
O cardeal Ratzinger não passa de um inofensivo peão na ordem da nossa estratégia. A Ópus Dei um bando de delinquentes inócuos que manipulamos com facilidade. O Papa (conhecido de todos como Santo Padre...ou Sumo Pontífice) é um fantoche habilmente manipulado pela mão certeira e ímpia d´a Cagada. A lista que lhes entregamos após cuidada elaboração é só o começo. Há quem nos critique por esquecermos as conquistas de Vaticano II mas, desenganem-se, o que defendemos é o regresso à idade das trevas. Expurgar o vernáculo da missa e trazer de volta os gloriosos dias do Santo Ofício, sem passar pela casa da partida e receber dois contos são as metas a que nos propusemos, e, não se enganem, elas serão atingidas mais depressa do que leva ao padre Borga dizer "Põe a mão na mão do teu Senhor da Galileia".
Devemos aos nossos leitores a divulgação de mais algumas "recomendações" que fizemos ao J.P. e sus muchachos e que a comunicação social achou por bem não revelar.
Assim, defendemos que, durante a celebração eucarística:
- Seja proibido aplaudir (...ok, esta já conhecem).
- Seja proibido suar
- Seja proibido chamar-se Cláudio, Júlio ou Marcos.
- Seja proibida a acolitagem a raparigas (aposto que já ouviram esta...).
- Seja obrigatório aos acólitos engolir
- Seja proibido os jovens acólitos não fazerem depilação integral
- Seja obrigatório o uso de roupa interior feminina a todos os sacerdotes
- Seja proibido constituirem-se pelotões de fuzilamento dentro das igrejas
- Seja aconselhada a flagelação das raparigas virgens, depois de despidas, sobre o altar, sendo usadas folhas de palma para o efeito
- Seja vedado o accesso a decuriões romanos
- Seja proibida a circulação de drogas pesadas fora do espaço reservado aos sacerdotes
- Seja proibido tossir
- Seja vedada a entrada nas Igrejas a judeus, pretos, deficientes mentais, deficientes físicos, ovo-lacto-vegetarianos, prostitutas brasileiras, brasileiros em geral, mormones, emigras de leste, anões, idosos, crianças, mulheres e homossexuais masculinos.
- Seja proibido pensar.
- Seja proibido coçar-se.
- Seja proibido coçar-se enquanto se pensa.
- Sejam os cristãos aconselhados a denunciar por escrito ou via SMS à Santa Cúria (+44293226060) ou à Confederação para a doutrina e para a Fé (+44293226080) quaisquer infracções a estas determinações.
Etc...
O objectivo é claro: "apontar no sentido da purificação do acto espiritual". Idealmente pretendemos expurgar o "acto espiritual" de qualquer réstea de espiritualidade. Esse cabrão do Jesus Cristo, temos vindo a tentar demonstrá-lo, era comuna e história da grande comunhão fraternal entre os homens está muito mal contada. Já é tempo de cingir o teor metafísico de deus ao respeito reverente pela forma material que se dá aos actos. Além disso, deu-nos um certo gozo por a sacristada toda a discutir formas em vez de tentarem compreender os conteúdos, que, decidimos considerar inatingíveis (por definição) à compreensão material de que somos capazes...
Pois é. Muitos devem ter adivinhado ao ouvir as notícias, mas cá vai o comunicado oficial: O perigoso lobby que move influências nos corredores da Cúria Romana da Santa Sé é mesmo "a Cagada".
O cardeal Ratzinger não passa de um inofensivo peão na ordem da nossa estratégia. A Ópus Dei um bando de delinquentes inócuos que manipulamos com facilidade. O Papa (conhecido de todos como Santo Padre...ou Sumo Pontífice) é um fantoche habilmente manipulado pela mão certeira e ímpia d´a Cagada. A lista que lhes entregamos após cuidada elaboração é só o começo. Há quem nos critique por esquecermos as conquistas de Vaticano II mas, desenganem-se, o que defendemos é o regresso à idade das trevas. Expurgar o vernáculo da missa e trazer de volta os gloriosos dias do Santo Ofício, sem passar pela casa da partida e receber dois contos são as metas a que nos propusemos, e, não se enganem, elas serão atingidas mais depressa do que leva ao padre Borga dizer "Põe a mão na mão do teu Senhor da Galileia".
Devemos aos nossos leitores a divulgação de mais algumas "recomendações" que fizemos ao J.P. e sus muchachos e que a comunicação social achou por bem não revelar.
Assim, defendemos que, durante a celebração eucarística:
- Seja proibido aplaudir (...ok, esta já conhecem).
- Seja proibido suar
- Seja proibido chamar-se Cláudio, Júlio ou Marcos.
- Seja proibida a acolitagem a raparigas (aposto que já ouviram esta...).
- Seja obrigatório aos acólitos engolir
- Seja proibido os jovens acólitos não fazerem depilação integral
- Seja obrigatório o uso de roupa interior feminina a todos os sacerdotes
- Seja proibido constituirem-se pelotões de fuzilamento dentro das igrejas
- Seja aconselhada a flagelação das raparigas virgens, depois de despidas, sobre o altar, sendo usadas folhas de palma para o efeito
- Seja vedado o accesso a decuriões romanos
- Seja proibida a circulação de drogas pesadas fora do espaço reservado aos sacerdotes
- Seja proibido tossir
- Seja vedada a entrada nas Igrejas a judeus, pretos, deficientes mentais, deficientes físicos, ovo-lacto-vegetarianos, prostitutas brasileiras, brasileiros em geral, mormones, emigras de leste, anões, idosos, crianças, mulheres e homossexuais masculinos.
- Seja proibido pensar.
- Seja proibido coçar-se.
- Seja proibido coçar-se enquanto se pensa.
- Sejam os cristãos aconselhados a denunciar por escrito ou via SMS à Santa Cúria (+44293226060) ou à Confederação para a doutrina e para a Fé (+44293226080) quaisquer infracções a estas determinações.
Etc...
O objectivo é claro: "apontar no sentido da purificação do acto espiritual". Idealmente pretendemos expurgar o "acto espiritual" de qualquer réstea de espiritualidade. Esse cabrão do Jesus Cristo, temos vindo a tentar demonstrá-lo, era comuna e história da grande comunhão fraternal entre os homens está muito mal contada. Já é tempo de cingir o teor metafísico de deus ao respeito reverente pela forma material que se dá aos actos. Além disso, deu-nos um certo gozo por a sacristada toda a discutir formas em vez de tentarem compreender os conteúdos, que, decidimos considerar inatingíveis (por definição) à compreensão material de que somos capazes...
terça-feira, setembro 23, 2003
A esquerda e o ambiente
A esquerda e o ambiente
Toda a gente sabe que a esquerda é sinónima de "mau ambiente". Basta uma visita à festa do "Avante!" ou a um inocente plenário dos operários vidreiros da Marinha Grande para saberem do que falo. Não hà quem aguente o ambiente e só os próprios camaradas parecem tolerar com naturalidade a despreocupação generalizada dos seus congéneres para com as mais elementares regras de preservação ambiental (o simples banho, o uso de agentes lavantes neutros, a higiene bucal e capilar, etc...).
No entanto, no que julgo ser uma refinada ironia, a esquerda apresenta-se recalcitrantemente com detentora de "sérias preocupações ambientais". Pergunto-me: O que é mais ecológico? Um conjunto de jovens aristocratas suecos num veleiro decente ou um grupo de gedelhudos mal-cheirosos a bradar a bordo do Greenpeace? Diz quem sabe, que num raio de 3Km em redor do Greenpeace se torna inviável qualquer forma de vida, tal é o poder revolucinário dos odores que emana.
Se em vez de se preocuparem com a teatral repetição dos habituais clichés pró-ambientalistas perfeitamente absurdos que evocam, os neo-ecologistas se dedicassem ao asseio corporal, o aquecimento global deixaria de ser um problema tão grave. Se em vez de fingirem perder o sono por meia dúzia de toiros que "sofrem" na "barbárie medieval" das touradas os gadelhudos analfabetos do costume descobrissem que lavar os dentes, afinal, não é uma prática imposta pelo grande capital, talvez isso lhes permitisse descobrir também que há crimes ambientais grosseiros de maior monta, praticados diariamente, menos fáceis de interpretar precisamente por ser necessária alguma capacidade científica não-enviesada para os poder compreender. Mas a proto-ideologia saloia e a guedelha marxista toldam-lhes a visão. Talvez seja por isso que nos países nos quais a esquerda aprendeu a distinguir o essencial do acessório não se vejam, desde os anos setenta, pseudo-hippies-pró-ambiente-anti-higiene-pessoal, mas sim cidadãos perfeitamente normais, a separar o lixo, a fazer vela e a exigir dos seus empresários uma ética ambiental que ultrapassam largamente o bramir inconsequente e confuso, o ar descamisado e a ignorância total a que infelizmente nos vamos habituando.
Toda a gente sabe que a esquerda é sinónima de "mau ambiente". Basta uma visita à festa do "Avante!" ou a um inocente plenário dos operários vidreiros da Marinha Grande para saberem do que falo. Não hà quem aguente o ambiente e só os próprios camaradas parecem tolerar com naturalidade a despreocupação generalizada dos seus congéneres para com as mais elementares regras de preservação ambiental (o simples banho, o uso de agentes lavantes neutros, a higiene bucal e capilar, etc...).
No entanto, no que julgo ser uma refinada ironia, a esquerda apresenta-se recalcitrantemente com detentora de "sérias preocupações ambientais". Pergunto-me: O que é mais ecológico? Um conjunto de jovens aristocratas suecos num veleiro decente ou um grupo de gedelhudos mal-cheirosos a bradar a bordo do Greenpeace? Diz quem sabe, que num raio de 3Km em redor do Greenpeace se torna inviável qualquer forma de vida, tal é o poder revolucinário dos odores que emana.
Se em vez de se preocuparem com a teatral repetição dos habituais clichés pró-ambientalistas perfeitamente absurdos que evocam, os neo-ecologistas se dedicassem ao asseio corporal, o aquecimento global deixaria de ser um problema tão grave. Se em vez de fingirem perder o sono por meia dúzia de toiros que "sofrem" na "barbárie medieval" das touradas os gadelhudos analfabetos do costume descobrissem que lavar os dentes, afinal, não é uma prática imposta pelo grande capital, talvez isso lhes permitisse descobrir também que há crimes ambientais grosseiros de maior monta, praticados diariamente, menos fáceis de interpretar precisamente por ser necessária alguma capacidade científica não-enviesada para os poder compreender. Mas a proto-ideologia saloia e a guedelha marxista toldam-lhes a visão. Talvez seja por isso que nos países nos quais a esquerda aprendeu a distinguir o essencial do acessório não se vejam, desde os anos setenta, pseudo-hippies-pró-ambiente-anti-higiene-pessoal, mas sim cidadãos perfeitamente normais, a separar o lixo, a fazer vela e a exigir dos seus empresários uma ética ambiental que ultrapassam largamente o bramir inconsequente e confuso, o ar descamisado e a ignorância total a que infelizmente nos vamos habituando.
segunda-feira, setembro 22, 2003
Pedidos de Ajuda
Fartos de acusadoções de seres sem compaixão decidimos publicar alguns dos pedidos de ajuda que nos chegaram às mãos nos ultimos dias.
Olá, eu sou a Bianca tenho 22 anos e crescem-me pêlos na púbis ao ritmo de 2cm por dia. Os médicos dizem que é uma doença rara proveniente do piolho da beringela mas que raramente se transmite aos humanos a não ser pelo contacto directo. A doença denomina-se de sindrome do Toni Ramos e só pode ser curada através de uma tratamento à base de excremento de koala. Por favor ajudem-me. O meu namorado aparece-me à noite no quarto vestido de Robinson Crusoé com uma catana nas mãos e também tenho saudades do meu gato que está dado como desaparecido há uma semana.
Olá, chamo-me Joaquim e preciso de pagar o aborto da minha filha. Eu sempre lhe disse: Miuda, toma cuidado, com tantas doenças que andam por aí. Confiei nela e olha no que deu. Ajudem-me que eu para a próxima prometo usar preservativo.
Olá eu sou o José, tenho cancro e preciso de dinheiro para cigarros. Se me puderem ajudar mandam o guito para o nib:0022 0232398471.23424.51
Olá, chamo-me Gonçalo e tenho seis meses. Os filhos da puta dos meus pais é que estão a escrever isto por mim. Se os cabrões tivessem tido cuidado, e fossem ricos, eu não era um merdoso de um pobretana teso e sidoso. Agora que caralho de futuro é que eu tenho? Digam-me... Vou ter que tomar comprimidos a vida toda, o que safa é que não será por muito tempo. Todos os anos vou ouvir a puta da piada das prendas de natal:
- ó mãe, porque é que a arvore de natal tem presentes com o nome dos manos e não tem com o meu?
- ó filho, com a doença que tens achas que chegas ao Natal?
E todos os fins de ano, uma das minhas resoluções de ano novo será: NÃO MORRER...
Mandem-me é algum dinheiro para a minha mãe estourar no jogo e o meu pai em putas que também já não devem durar muito.
Olá, sou o Weeman e sou anão, preto e gosto de homens peludos. Quando leio os pedidos de ajuda dos gajos com leucemia ou a precisar de transfusões de sangue, dá-me vontade de rir. Eu sim sou o verdadeiro desgraçado. O que poderia correr pior para mim? Confundem-me na rua com o rapaz dos Conguitos e sempre que entro numa loja de decoração mexem-me nas orelhas à procura da etiqueta com o preço. Mas o pior de tudo é de gostar de levar no rabo. Imaginem um pai com um filho como eu, nascido de uma união ilegitima com a empregada preta lá de casa... Eu até compreendo aquela vez em que ele me deu uma fantasia de Incrivel Hulk e me convenceu a atirar-me para a frente de um comboio que o iria destruir. A sorte foi que o maquinista parou a tempo e levaram-me para a esquadra da policia, ali perto de Rosewell. Fiquei detido 30 dias até descobrirem que afinal era preto e não verde.
Ajudem-me por favor.Eu só quero é encontrar alguem como eu.
PS: nada de me mandaram fotos de chimpanzes vestidos à domingueiro.
Fartos de acusadoções de seres sem compaixão decidimos publicar alguns dos pedidos de ajuda que nos chegaram às mãos nos ultimos dias.
Olá, eu sou a Bianca tenho 22 anos e crescem-me pêlos na púbis ao ritmo de 2cm por dia. Os médicos dizem que é uma doença rara proveniente do piolho da beringela mas que raramente se transmite aos humanos a não ser pelo contacto directo. A doença denomina-se de sindrome do Toni Ramos e só pode ser curada através de uma tratamento à base de excremento de koala. Por favor ajudem-me. O meu namorado aparece-me à noite no quarto vestido de Robinson Crusoé com uma catana nas mãos e também tenho saudades do meu gato que está dado como desaparecido há uma semana.
Olá, chamo-me Joaquim e preciso de pagar o aborto da minha filha. Eu sempre lhe disse: Miuda, toma cuidado, com tantas doenças que andam por aí. Confiei nela e olha no que deu. Ajudem-me que eu para a próxima prometo usar preservativo.
Olá eu sou o José, tenho cancro e preciso de dinheiro para cigarros. Se me puderem ajudar mandam o guito para o nib:0022 0232398471.23424.51
Olá, chamo-me Gonçalo e tenho seis meses. Os filhos da puta dos meus pais é que estão a escrever isto por mim. Se os cabrões tivessem tido cuidado, e fossem ricos, eu não era um merdoso de um pobretana teso e sidoso. Agora que caralho de futuro é que eu tenho? Digam-me... Vou ter que tomar comprimidos a vida toda, o que safa é que não será por muito tempo. Todos os anos vou ouvir a puta da piada das prendas de natal:
- ó mãe, porque é que a arvore de natal tem presentes com o nome dos manos e não tem com o meu?
- ó filho, com a doença que tens achas que chegas ao Natal?
E todos os fins de ano, uma das minhas resoluções de ano novo será: NÃO MORRER...
Mandem-me é algum dinheiro para a minha mãe estourar no jogo e o meu pai em putas que também já não devem durar muito.
Olá, sou o Weeman e sou anão, preto e gosto de homens peludos. Quando leio os pedidos de ajuda dos gajos com leucemia ou a precisar de transfusões de sangue, dá-me vontade de rir. Eu sim sou o verdadeiro desgraçado. O que poderia correr pior para mim? Confundem-me na rua com o rapaz dos Conguitos e sempre que entro numa loja de decoração mexem-me nas orelhas à procura da etiqueta com o preço. Mas o pior de tudo é de gostar de levar no rabo. Imaginem um pai com um filho como eu, nascido de uma união ilegitima com a empregada preta lá de casa... Eu até compreendo aquela vez em que ele me deu uma fantasia de Incrivel Hulk e me convenceu a atirar-me para a frente de um comboio que o iria destruir. A sorte foi que o maquinista parou a tempo e levaram-me para a esquadra da policia, ali perto de Rosewell. Fiquei detido 30 dias até descobrirem que afinal era preto e não verde.
Ajudem-me por favor.Eu só quero é encontrar alguem como eu.
PS: nada de me mandaram fotos de chimpanzes vestidos à domingueiro.
O dia europeu sem carros
O dia europeu sem carros
O dia europeu sem carros é sempre um tema candente para aqueles que gostam de ter opiniões pertinentes. Como defendo a velha máxima que nos diz que: "opinions are like arse holes: everyone has got one and everyone thinks his smells better than the others" decidi-me a facilitar a vida de todos aqueles leitores que no lufa-lufa (bela expressão) do dia-a-dia têm pouco tempo para pensar, ler ou reflectir sobre temas como este. Mais vital do que reflectir ou do que pensar é, hoje em dia, "ter uma opinião". Quem não opina arrisca-se a ser posto de lado pela sociedade onde se insere. Assim, e porque sei que muitos dos nossos leitores só se interessam por temas de fundo (a existência de deus; o eterno dilema entre metafísica e matéria; a arte como manifestação do inútil; o esplendor do caos; o papel simbólico da dúvida hamletiana na construção da natureza humana pós-Nietsche) resolvi-me por ajudar em temas "fait-divers" que não interessem ao menino jesus (ergo, apenas interessam a esse grande menino jesus de todos nós que é o Dr. Pacheco Pereira).
O sistema que proponho não pode ser mais fácil de seguir. Dado um tema (que hoje é: "Que puta de opinião quero eu ter, em meu benefício, acerca do dia europeu sem carros" -na estrutura desta frase ir-se-á substituindo "dia europeu sem carros" por novos temas candentes mas sempre "fait divers"), e feita uma sucinta descrição do enquadramento social para o qual se pretende a opinião, eu redigirei uma pequena opinião útil para qualquer situação quejanda. Vejam o exemplo:
-"Que puta de opinião quero eu ter, em meu benefício, acerca do dia europeu sem carros"; Chamo-me Eduardo, tenho 32 anos, e acho que as mulheres gostam de gajos blasé, tipo Miguel Sousa Tavares, que fazem todo o terreno, defendem a caça e outras práticas saudavelmente incorrectas e potencialmente identificáveis como "genuínas", não quero ser visto como um gajo de direita, simpatizo moderadamente com a esquerda social (em teoria) mas fundamentalmente quero ser visto como um gajo independente e com uma certa negligência arrogante nas minhas opiniões (ora, que se foda, quero é que as gajas tenham um orgasmo quando eu opinar!).
Resposta: Caro Eduardo, é este tipo de descrição sociológica que procuramos. Detalhada, sofisticada, altamente paneleira. A opinião que te aconselho é: "o dia europeu sem carros é uma perfeita hipocrisia" (dito com um esgar cortante no lábio superior) diz também, a quem te quiser ouvir, ò grande rabeta filho da puta, que "até que o planeamento das cidades seja feito a pensar na exclusão automóvel", "este tipo de manifestações não passam de folclore".
Como vêm é fácil e poupa o trabalho de se ter opinião. As opiniões, são, e isto é doutrina oficial d´a Cagada, perfeitamente inúteis. E não há nada como não perder tempo em tê-las. Para mais, quando estas já se podem obter baratas e em tempo real. Aconselho vivamente a adopção do estilo "a cada dia a sua opinião" que dá sempre um ar de niilista-anarco-desconstructivo que as gajas admiram.
Já recebi correspondência de um Pedro "que quer ter uma opinião pró-ambientalista moderada tipo gajo que conhece o canadá"; de uma Joana "que quer conquistar o seu namorado Jorge com uma tenaz opinião pró-Manuel Graça Dias de invasão das cidades por carros no sentido de as fazer mais vivas, e sacar-lhe um pedido de casamento assim" (sic.); de um Tiago que "não sabe bem o que quer, mas que uma opinião meias-tintas, com prós e contras, que contemple o lado euro-sentimental da iniciativa mas que salvaguarde as reticências que ele coloca à construção europeia, até ia bem", entre muitos mais.
Contra o pensamento único! Viva ao pensamento corroborado! Contem com a Cagada para vos ajudar.
O dia europeu sem carros é sempre um tema candente para aqueles que gostam de ter opiniões pertinentes. Como defendo a velha máxima que nos diz que: "opinions are like arse holes: everyone has got one and everyone thinks his smells better than the others" decidi-me a facilitar a vida de todos aqueles leitores que no lufa-lufa (bela expressão) do dia-a-dia têm pouco tempo para pensar, ler ou reflectir sobre temas como este. Mais vital do que reflectir ou do que pensar é, hoje em dia, "ter uma opinião". Quem não opina arrisca-se a ser posto de lado pela sociedade onde se insere. Assim, e porque sei que muitos dos nossos leitores só se interessam por temas de fundo (a existência de deus; o eterno dilema entre metafísica e matéria; a arte como manifestação do inútil; o esplendor do caos; o papel simbólico da dúvida hamletiana na construção da natureza humana pós-Nietsche) resolvi-me por ajudar em temas "fait-divers" que não interessem ao menino jesus (ergo, apenas interessam a esse grande menino jesus de todos nós que é o Dr. Pacheco Pereira).
O sistema que proponho não pode ser mais fácil de seguir. Dado um tema (que hoje é: "Que puta de opinião quero eu ter, em meu benefício, acerca do dia europeu sem carros" -na estrutura desta frase ir-se-á substituindo "dia europeu sem carros" por novos temas candentes mas sempre "fait divers"), e feita uma sucinta descrição do enquadramento social para o qual se pretende a opinião, eu redigirei uma pequena opinião útil para qualquer situação quejanda. Vejam o exemplo:
-"Que puta de opinião quero eu ter, em meu benefício, acerca do dia europeu sem carros"; Chamo-me Eduardo, tenho 32 anos, e acho que as mulheres gostam de gajos blasé, tipo Miguel Sousa Tavares, que fazem todo o terreno, defendem a caça e outras práticas saudavelmente incorrectas e potencialmente identificáveis como "genuínas", não quero ser visto como um gajo de direita, simpatizo moderadamente com a esquerda social (em teoria) mas fundamentalmente quero ser visto como um gajo independente e com uma certa negligência arrogante nas minhas opiniões (ora, que se foda, quero é que as gajas tenham um orgasmo quando eu opinar!).
Resposta: Caro Eduardo, é este tipo de descrição sociológica que procuramos. Detalhada, sofisticada, altamente paneleira. A opinião que te aconselho é: "o dia europeu sem carros é uma perfeita hipocrisia" (dito com um esgar cortante no lábio superior) diz também, a quem te quiser ouvir, ò grande rabeta filho da puta, que "até que o planeamento das cidades seja feito a pensar na exclusão automóvel", "este tipo de manifestações não passam de folclore".
Como vêm é fácil e poupa o trabalho de se ter opinião. As opiniões, são, e isto é doutrina oficial d´a Cagada, perfeitamente inúteis. E não há nada como não perder tempo em tê-las. Para mais, quando estas já se podem obter baratas e em tempo real. Aconselho vivamente a adopção do estilo "a cada dia a sua opinião" que dá sempre um ar de niilista-anarco-desconstructivo que as gajas admiram.
Já recebi correspondência de um Pedro "que quer ter uma opinião pró-ambientalista moderada tipo gajo que conhece o canadá"; de uma Joana "que quer conquistar o seu namorado Jorge com uma tenaz opinião pró-Manuel Graça Dias de invasão das cidades por carros no sentido de as fazer mais vivas, e sacar-lhe um pedido de casamento assim" (sic.); de um Tiago que "não sabe bem o que quer, mas que uma opinião meias-tintas, com prós e contras, que contemple o lado euro-sentimental da iniciativa mas que salvaguarde as reticências que ele coloca à construção europeia, até ia bem", entre muitos mais.
Contra o pensamento único! Viva ao pensamento corroborado! Contem com a Cagada para vos ajudar.
O Triunfo dos Porcos
Este fim de semana tentei provar a mim próprio que não era racista. Era um desafio ao nível e tentar fazer-me crer que era o super-homem e poderia voar do alto da ponte da Arrábida, e mais, conseguir efectivamente voar.
A estória:
Sábado, estava eu num café em Leça da Palmeira (em frente à Sacor) que, estranhamente, começou a esvaziar-se dos seus habituais frequentadores. O fenómeno, após algum tempo, acabou por ser por mim decifrado: o sítio começou a encher-se de ciganos. Todos os seres humanos, à excepção de mim, dos donos do café e dos empregados fugiram ao ver ao ajuntamento que se formava de umas criaturas que emanavam um odor acre característico de uma total ignorância do conceito de banho.
Para além disso, falavam alto e numa língua completamente imperceptível com as bocas pejadas de dentes de ouro.
Passaram-me pela cabeça diversos pensamentos, entre os quais a solução para os problemas das touradas de morte em Barrancos: substituir os touros.
Eu lá fui ficando, de pedra e cal, afinal não é todos os dias que podemos estar no meio dos animais em perfeita comunhão. Ganhei coragem e pedi um hambúrguer. Porém, almocei com a sensação que estaria mais confortável se estivesse a comer mergulhado em merda até ao pescoço nos tanques da ETAR que fica ali por perto.
Mas, afinal o que é que eu estava ali a fazer? Afinal sou um cabrão de um racista, o que me dava o confortável direito de poder ir embora.
Contudo, saí derrotado e envergonhado por me sentir tão desconfortável junto a outros seres aparentemente humanos. Mas pelo menos fiquei a saber que não estou só. Todas as pessoas, dezenas delas, que foram de propósito até ao lugar ermo onde se situa o café (para quem conhece não existe outro café, ou outra habitação no raio de 1,5 km), entraram, olharam à volta e piraram-se. O engraçado é que , provavelmente algumas delas leriam este post e comentariam-no, apelidando-me do já familiar "cabrão racista".
Este fim de semana tentei provar a mim próprio que não era racista. Era um desafio ao nível e tentar fazer-me crer que era o super-homem e poderia voar do alto da ponte da Arrábida, e mais, conseguir efectivamente voar.
A estória:
Sábado, estava eu num café em Leça da Palmeira (em frente à Sacor) que, estranhamente, começou a esvaziar-se dos seus habituais frequentadores. O fenómeno, após algum tempo, acabou por ser por mim decifrado: o sítio começou a encher-se de ciganos. Todos os seres humanos, à excepção de mim, dos donos do café e dos empregados fugiram ao ver ao ajuntamento que se formava de umas criaturas que emanavam um odor acre característico de uma total ignorância do conceito de banho.
Para além disso, falavam alto e numa língua completamente imperceptível com as bocas pejadas de dentes de ouro.
Passaram-me pela cabeça diversos pensamentos, entre os quais a solução para os problemas das touradas de morte em Barrancos: substituir os touros.
Eu lá fui ficando, de pedra e cal, afinal não é todos os dias que podemos estar no meio dos animais em perfeita comunhão. Ganhei coragem e pedi um hambúrguer. Porém, almocei com a sensação que estaria mais confortável se estivesse a comer mergulhado em merda até ao pescoço nos tanques da ETAR que fica ali por perto.
Mas, afinal o que é que eu estava ali a fazer? Afinal sou um cabrão de um racista, o que me dava o confortável direito de poder ir embora.
Contudo, saí derrotado e envergonhado por me sentir tão desconfortável junto a outros seres aparentemente humanos. Mas pelo menos fiquei a saber que não estou só. Todas as pessoas, dezenas delas, que foram de propósito até ao lugar ermo onde se situa o café (para quem conhece não existe outro café, ou outra habitação no raio de 1,5 km), entraram, olharam à volta e piraram-se. O engraçado é que , provavelmente algumas delas leriam este post e comentariam-no, apelidando-me do já familiar "cabrão racista".
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