Fui ver o Lost in Translation.
A Scarlett deixou-me deveras impressionado. Não só pela celulite mas sobretudo pelo facto de aparentemente não trocar de cuecas. Será que é um hábito das mulheres casadas?
O retrato do Japão deixa um pouco a desejar: não têm gueixas, não têm samurais, não têm os famosos "ovos de Oshima" e têm um japonês chamado Charlie - que como toda a gente sabe é um nome coreano.
Gostei da moral feminina do filme: ele e ela querem meter os cornos ao parceiro mas só ele não resiste à tentação - quem dera que a vida real fosse assim.
quinta-feira, março 18, 2004
Direito à Adopção por parte dos Homossexuais
Devia ser feita uma excepção à lei para o Pedro Almodovar. Dizem que os pais aprendem muita coisa com os filhos. Podia ser que o gajo deixasse de fumar o que anda a fumar.
Devia ser feita uma excepção à lei para o Pedro Almodovar. Dizem que os pais aprendem muita coisa com os filhos. Podia ser que o gajo deixasse de fumar o que anda a fumar.
O AL-Merdas
Através do Blasfémias descobri que o sheik de Riad é o Al-Merdas. Desde já o declaramos, por inerência, pai espiritual da A´Cagada. Haveria melhor mas, infelizmente, tudo que é bruxo está a assinar acordos de exclusividade com o Vitória de Guimarães.
Através do Blasfémias descobri que o sheik de Riad é o Al-Merdas. Desde já o declaramos, por inerência, pai espiritual da A´Cagada. Haveria melhor mas, infelizmente, tudo que é bruxo está a assinar acordos de exclusividade com o Vitória de Guimarães.
quarta-feira, março 17, 2004
terça-feira, março 16, 2004
Paixão de Cristo
Depois da grande polémica provocada pelo filme que insinua que Cristo foi morto pelos Judeus, Mel Gibson prepara um filme de reconciliação. Vai-se chamar "O Estrangeiro" e vai revelar que Judas era Palestiniano. Fica sem resposta a dúvida sobre de onde seria Pilatos. Para nós era português já que fez questão de lavar as mãos do assunto.
Depois da grande polémica provocada pelo filme que insinua que Cristo foi morto pelos Judeus, Mel Gibson prepara um filme de reconciliação. Vai-se chamar "O Estrangeiro" e vai revelar que Judas era Palestiniano. Fica sem resposta a dúvida sobre de onde seria Pilatos. Para nós era português já que fez questão de lavar as mãos do assunto.
Perguntas sem Resposta
A paragem d´A Cagada nos últimos tempos não permitiu o cumprimento do nosso dever de educadores do povo. Bastantes questões ficaram por perguntar e assim por responder:
- Será o Bloco de Esquerda favorável à colectivização do corpo da Ana Drago? Será um factor de desenvolvimento civilizacional o facto de em Portugal se comerem criancinhas e não fetos como na Tailândia? Será a Ana Gomes culpa do Bush? Porque é que o MST percebe tanto de focas? Porque é que as focas não são panilas? Porque é que os panilas são normalmente magros? E porque é que os homens casados engordam? Haverá alguma relação inversa entre a obesidade e o panilismo? Será o Avelino Ferreira Torres o próximo presidente da câmara de Amarante? Porquê Amarante? Porquê Madrid?
A paragem d´A Cagada nos últimos tempos não permitiu o cumprimento do nosso dever de educadores do povo. Bastantes questões ficaram por perguntar e assim por responder:
- Será o Bloco de Esquerda favorável à colectivização do corpo da Ana Drago? Será um factor de desenvolvimento civilizacional o facto de em Portugal se comerem criancinhas e não fetos como na Tailândia? Será a Ana Gomes culpa do Bush? Porque é que o MST percebe tanto de focas? Porque é que as focas não são panilas? Porque é que os panilas são normalmente magros? E porque é que os homens casados engordam? Haverá alguma relação inversa entre a obesidade e o panilismo? Será o Avelino Ferreira Torres o próximo presidente da câmara de Amarante? Porquê Amarante? Porquê Madrid?
Espanha. O Pais dos Ex-Toureiros?
Um dos efeitos das eleições de domingo foram as grandes movimentações notadas na Andaluzia. Milhares e milhares de touros que se dirigem às fronteiras no sentido de emigrarem para os países vizinhos. Seguem-se algumas declarações recolhidas pela Cagada:
- Isto é um movimento de antecipação ao desemprego. Está mais que visto que deste país de cagões não sai mais nenhum toureiro. King, Ganadaria Andaluza
- A culpa desta merda é dos Bolycaos, das Colacaos e do Panrico. Ora foda-se. Agora até há Panrico só com côdea para o menino não se entalar. Com estas paneleirices só podia dar nisto Macho, Ganadaria Bética
- Os Árabes têm toda a razão, coitados. Andamos a comprar-lhes carpetes de 100 Euros a 5% do preço. Mais tarde ou mais cedo tinham que se revoltar. Vermelho, Ganadaria Izquierda
Um dos efeitos das eleições de domingo foram as grandes movimentações notadas na Andaluzia. Milhares e milhares de touros que se dirigem às fronteiras no sentido de emigrarem para os países vizinhos. Seguem-se algumas declarações recolhidas pela Cagada:
- Isto é um movimento de antecipação ao desemprego. Está mais que visto que deste país de cagões não sai mais nenhum toureiro. King, Ganadaria Andaluza
- A culpa desta merda é dos Bolycaos, das Colacaos e do Panrico. Ora foda-se. Agora até há Panrico só com côdea para o menino não se entalar. Com estas paneleirices só podia dar nisto Macho, Ganadaria Bética
- Os Árabes têm toda a razão, coitados. Andamos a comprar-lhes carpetes de 100 Euros a 5% do preço. Mais tarde ou mais cedo tinham que se revoltar. Vermelho, Ganadaria Izquierda
Novo trunfo eleitoral do PS
Depois de Edson Athaide o PS assegurou a sensação do momento em campanhas eleitorais: A Al-Quaeda. Depois de uma
campanha bombástica em Espanha que assegurou a reviravolta que permitiu eleger o PSOE, fontes seguras apontam que irá fazer o mesmo em Portugal a favor do PS.
Para mais informações estar atento às declarações e artigos da Ana Gomes.
Depois de Edson Athaide o PS assegurou a sensação do momento em campanhas eleitorais: A Al-Quaeda. Depois de uma
campanha bombástica em Espanha que assegurou a reviravolta que permitiu eleger o PSOE, fontes seguras apontam que irá fazer o mesmo em Portugal a favor do PS.
Para mais informações estar atento às declarações e artigos da Ana Gomes.
segunda-feira, março 15, 2004
Novo Look
Novo Look
Está para breve o relançamento d'A Cagada com um novo look.
Achamos que as torres estão um bocado batidas e vamos trocá-las por comboios. Têm é de ficar ao alto.
Está para breve o relançamento d'A Cagada com um novo look.
Achamos que as torres estão um bocado batidas e vamos trocá-las por comboios. Têm é de ficar ao alto.
sexta-feira, março 12, 2004
domingo, fevereiro 22, 2004
Romeiro, quem és tu?
Romeiro, quem és tu?
Das escuras brumas que envolvem a nação lusa, ergue-se um estranho vulto!...Vestindo pouco mais do que um misterioso hábito de monge, através do nacional ermo a estranha figura deambula...como que perdida por entre os escombros da nação decadente, a sua voz sibilina ecoa.
Entra no talho.
"...se calhar mais tarde arrependem-se de ter abortado..." (diz, apalpando o terreno). O homem olha-o surpreendido: agora também ele te dúvidas.
Adiante, no refeitório (pasme-se), mais surpresa, pois o que diz é evidente embora "nunca tenha ocorrido a ninguém".
Quem és tu, Romeiro? Tu que nos permites um vislumbre de luz e que partes enigmático do talho e do refeitório. Quem és tu, Romeiro, que magnânime educas por entre a torpe gente, que apontas o caminho, que nos corriges a rota, a nós "que pensamos aquilo que pensam as pessoas que não pensam"...
És José António Saraiva, estás sériamente doente, e, o que é mais grave, tens quem te deixe escrever o que escreveste esta semana aqui.
Das escuras brumas que envolvem a nação lusa, ergue-se um estranho vulto!...Vestindo pouco mais do que um misterioso hábito de monge, através do nacional ermo a estranha figura deambula...como que perdida por entre os escombros da nação decadente, a sua voz sibilina ecoa.
Entra no talho.
"...se calhar mais tarde arrependem-se de ter abortado..." (diz, apalpando o terreno). O homem olha-o surpreendido: agora também ele te dúvidas.
Adiante, no refeitório (pasme-se), mais surpresa, pois o que diz é evidente embora "nunca tenha ocorrido a ninguém".
Quem és tu, Romeiro? Tu que nos permites um vislumbre de luz e que partes enigmático do talho e do refeitório. Quem és tu, Romeiro, que magnânime educas por entre a torpe gente, que apontas o caminho, que nos corriges a rota, a nós "que pensamos aquilo que pensam as pessoas que não pensam"...
És José António Saraiva, estás sériamente doente, e, o que é mais grave, tens quem te deixe escrever o que escreveste esta semana aqui.
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
Onda de Choque
Onda de Choque
Uma onda de choque e espanto varreu todo o país quando se descobriu que Ricky, o pequeno cantor dos extintos "Onda Choque" se transformou em Patrícia uma transexual amiga da avó.
Para quem passou o fim dos anos oitenta pouco preocupado com a extinção dos "Smiths" e atento à guerra épica entre "Ministars" e "Onda Choque" pelas preferências do público juvenil, não dou novidade nenhuma ao dizer que os "Onda Choque" simbolizavam a libertação sexual do cavaquismo (era lá que cantavam as gajas boas e os pequenos cantores masculinos eram tidos como verdadeiros ícones da atitude optimista e yuppie do "novo homem" português criado por Cavaco Silva). Por outro lado os "Ministars" (oriundos dos extintos "Queijinhos Frescos") tentavam sem sucesso libertar-se do cordão umbilical que inelutavelmente os prendia à Ana Faria e a momentos negros da cultura nacional como o "Brincando aos Clássicos I" e o "Brincando aos Clássicos II" que muitos de nós tivemos de gramar. Além disso, os "Ministars" ainda vestiam Cenoura numa altura em que o que menos queriamos era regredir para os tempos do Bloco Central e do aperto de cinto Soarista.
É por essas e por outras que duvido que a notíca da recente transformação de Ricky em Patrícia seja inocente, para mais numa altura em que os contendores de Cavaco se precipitam para a linha de partida das próximas presidenciais.
A Patrícia (ou "o" Patrícia) é uma potente bordoada no inconsciente cavaquista que perdura em todos nós. Transidos pela descoberta da queda de mais este mito, muitos de nós porão em dúvida que o cavaquismo tenha alguma vez existido!
Eles que venham explicar o que aconteceu aos "Ministars" que a gente também não se importa de saber...Ò vens!
Uma onda de choque e espanto varreu todo o país quando se descobriu que Ricky, o pequeno cantor dos extintos "Onda Choque" se transformou em Patrícia uma transexual amiga da avó.
Para quem passou o fim dos anos oitenta pouco preocupado com a extinção dos "Smiths" e atento à guerra épica entre "Ministars" e "Onda Choque" pelas preferências do público juvenil, não dou novidade nenhuma ao dizer que os "Onda Choque" simbolizavam a libertação sexual do cavaquismo (era lá que cantavam as gajas boas e os pequenos cantores masculinos eram tidos como verdadeiros ícones da atitude optimista e yuppie do "novo homem" português criado por Cavaco Silva). Por outro lado os "Ministars" (oriundos dos extintos "Queijinhos Frescos") tentavam sem sucesso libertar-se do cordão umbilical que inelutavelmente os prendia à Ana Faria e a momentos negros da cultura nacional como o "Brincando aos Clássicos I" e o "Brincando aos Clássicos II" que muitos de nós tivemos de gramar. Além disso, os "Ministars" ainda vestiam Cenoura numa altura em que o que menos queriamos era regredir para os tempos do Bloco Central e do aperto de cinto Soarista.
É por essas e por outras que duvido que a notíca da recente transformação de Ricky em Patrícia seja inocente, para mais numa altura em que os contendores de Cavaco se precipitam para a linha de partida das próximas presidenciais.
A Patrícia (ou "o" Patrícia) é uma potente bordoada no inconsciente cavaquista que perdura em todos nós. Transidos pela descoberta da queda de mais este mito, muitos de nós porão em dúvida que o cavaquismo tenha alguma vez existido!
Eles que venham explicar o que aconteceu aos "Ministars" que a gente também não se importa de saber...Ò vens!
Jorge, o ambientalista.
Jorge, o ambientalista.
Jorge, o ambientalista, ou Sampaio para os amigos, brindou a nação inane com mais um dos seus beatíficos achados. Chegou o eficaz senhor a mais uma conclusão surpreendente: Em Portugal, não obstante a manifesta disparidade em termos de vocação climática para a coisa, usam-se muito menos painéis solares do que na Alemanha!
Espanto e consternação abatem-se já sobre todos os basbaques. "Como é possível?!" Perguntam-se indignados os cidadãos colhidos pela violência brutal da descoberta, mais uma descoberta, de Jorge, desta feita na sua qualidade de Jorge, o ambientalista. Mais: "...dando o exemplo, o Presidente instalou na sua residência oficial um sofisticado sistema de aquecimento por painéis solares...". Babado, o responsável pela instalação atesta perante as câmaras que até no telhado do gabinete presidencial existe um inovador sistema fotoeléctrico destinado exclusivamente à geração de fresquinha energia para aquecer e alimentar o douto lavoro presidencial.
Ocorre-me que os sistemas de transformação de energia solar não serão porventura a forma mais barata de obter energia e que o orçamento dos portugueses não será dos mais comparáveis ao dos alemães, mas imagino que possa estar enganado e que isso é capaz de ser uma suposição absurda e demagógica que me surgiu por puro capricho. Além disso não foi certamente com dinheiro público que o Jorge mandou instalar os painéis na residência oficial. Talvez seja só por não gostar particularmente do Jorge e do tom beato com que faz sugestões, como se aquilo sobre o que se debruça preocupado (seja a legislação sobre o segredo de justiça, seja o ambiente) nunca tivesse tido nada a ver com ele, que os seus conselhos me soem, eles sim, a demagogia mal intencionada.
Jorge, o ambientalista, o supra-sumo da ética na prática da advocacia e da magistratura, não tem, de facto nada a ver com isto. Ele nem sequer é Português, nem sequer foi advogado, nunca se sentou no Parlamento e nunca pode legislar. Nunca fez parte da festa. Chegou vindo da Inglaterra e pasma agora, aterrorizado, com as falhas civilizacionais do lugar onde veio parar.
Um dia irás Jorge, de volta para essa Inglaterra de onde terás vindo e não teremos que ouvir as tuas espantadas preocupações. Só espero que tenhas a decência de deixar os painéis solares.
Jorge, o ambientalista, ou Sampaio para os amigos, brindou a nação inane com mais um dos seus beatíficos achados. Chegou o eficaz senhor a mais uma conclusão surpreendente: Em Portugal, não obstante a manifesta disparidade em termos de vocação climática para a coisa, usam-se muito menos painéis solares do que na Alemanha!
Espanto e consternação abatem-se já sobre todos os basbaques. "Como é possível?!" Perguntam-se indignados os cidadãos colhidos pela violência brutal da descoberta, mais uma descoberta, de Jorge, desta feita na sua qualidade de Jorge, o ambientalista. Mais: "...dando o exemplo, o Presidente instalou na sua residência oficial um sofisticado sistema de aquecimento por painéis solares...". Babado, o responsável pela instalação atesta perante as câmaras que até no telhado do gabinete presidencial existe um inovador sistema fotoeléctrico destinado exclusivamente à geração de fresquinha energia para aquecer e alimentar o douto lavoro presidencial.
Ocorre-me que os sistemas de transformação de energia solar não serão porventura a forma mais barata de obter energia e que o orçamento dos portugueses não será dos mais comparáveis ao dos alemães, mas imagino que possa estar enganado e que isso é capaz de ser uma suposição absurda e demagógica que me surgiu por puro capricho. Além disso não foi certamente com dinheiro público que o Jorge mandou instalar os painéis na residência oficial. Talvez seja só por não gostar particularmente do Jorge e do tom beato com que faz sugestões, como se aquilo sobre o que se debruça preocupado (seja a legislação sobre o segredo de justiça, seja o ambiente) nunca tivesse tido nada a ver com ele, que os seus conselhos me soem, eles sim, a demagogia mal intencionada.
Jorge, o ambientalista, o supra-sumo da ética na prática da advocacia e da magistratura, não tem, de facto nada a ver com isto. Ele nem sequer é Português, nem sequer foi advogado, nunca se sentou no Parlamento e nunca pode legislar. Nunca fez parte da festa. Chegou vindo da Inglaterra e pasma agora, aterrorizado, com as falhas civilizacionais do lugar onde veio parar.
Um dia irás Jorge, de volta para essa Inglaterra de onde terás vindo e não teremos que ouvir as tuas espantadas preocupações. Só espero que tenhas a decência de deixar os painéis solares.
sexta-feira, janeiro 30, 2004
Sim à adopção
Sim à adopção
Em linha com a rigorosa análise do Sebastião a respeito da actual lei do aborto e para que deixem de nos classificar como um blog de direita aproveito para sugerir as minhas reflexões acerca de outro tema tão caro à esquerda: a lei da adopção.
É sabido que um dos leitmotiv mais estafados da esquerda se prende com a eterna crítica às dificuldades e entraves colocados pela actual lei a quem quer adoptar. Não falo em quem quer adoptar um mais ousado estilo de penteado, uma nova forma de andar, um sotaque peculiar, uma cultura de veredescentes fungos entre os dedos dos pés, etc... Falo em quem quer adoptar crianças. Evidentemente. É só aí que me parece estar o problema.
A sugestão é simples e como disse está em linha com a corrente de pensamento que o Sebastião recentemente inaugurou a propósito do aborto: Adopção sim, livre e sem restrições a todos os adultos que o queiram fazer, desde que a criança seja maior de idade (foda-se, que se lixe a maior de idade), do sexo oposto (esta é absolutamente inquestionável) e boa na cama.
O afã legislativo d´a Cagada espera novos contributos. Para que um dia o mundo seja um lugar melhor (como diria Charles Manson).
Em linha com a rigorosa análise do Sebastião a respeito da actual lei do aborto e para que deixem de nos classificar como um blog de direita aproveito para sugerir as minhas reflexões acerca de outro tema tão caro à esquerda: a lei da adopção.
É sabido que um dos leitmotiv mais estafados da esquerda se prende com a eterna crítica às dificuldades e entraves colocados pela actual lei a quem quer adoptar. Não falo em quem quer adoptar um mais ousado estilo de penteado, uma nova forma de andar, um sotaque peculiar, uma cultura de veredescentes fungos entre os dedos dos pés, etc... Falo em quem quer adoptar crianças. Evidentemente. É só aí que me parece estar o problema.
A sugestão é simples e como disse está em linha com a corrente de pensamento que o Sebastião recentemente inaugurou a propósito do aborto: Adopção sim, livre e sem restrições a todos os adultos que o queiram fazer, desde que a criança seja maior de idade (foda-se, que se lixe a maior de idade), do sexo oposto (esta é absolutamente inquestionável) e boa na cama.
O afã legislativo d´a Cagada espera novos contributos. Para que um dia o mundo seja um lugar melhor (como diria Charles Manson).
sexta-feira, janeiro 23, 2004
Sim ao aborto
Sim ao aborto
A despenalização do aborto voltou hoje à Assembleia da República pelas mãos da juventude Socialista.
Acto louvável que apoio e que, a meu ver, peca por falta de ambição. Acho que deveriamos dar um passo à frente e pedir a despenalização do aborto até aos 18 anos de idade.
Qual a diferença entre detectar uma deficiência pré-natal como o mongolismo ou detectar uma deficiência pós-natal como a homossexualidade?
- Luis, quem é esse teu amigo?
- Ó pai, queria apresentar-te o meu namorado.
Zás, um pé de cabra na cornadura e estava o aborto feito. Com a vantagem de que não haveria risco algum para a mãe. A não ser que se pusesse à frente.
Eu sou pelo aborto, em prol das gerações vindouras porque a minha ainda tem de tolerar esses abortos por consumar que proliferam em todas as vertentes da nossa sociedade.
A despenalização do aborto voltou hoje à Assembleia da República pelas mãos da juventude Socialista.
Acto louvável que apoio e que, a meu ver, peca por falta de ambição. Acho que deveriamos dar um passo à frente e pedir a despenalização do aborto até aos 18 anos de idade.
Qual a diferença entre detectar uma deficiência pré-natal como o mongolismo ou detectar uma deficiência pós-natal como a homossexualidade?
- Luis, quem é esse teu amigo?
- Ó pai, queria apresentar-te o meu namorado.
Zás, um pé de cabra na cornadura e estava o aborto feito. Com a vantagem de que não haveria risco algum para a mãe. A não ser que se pusesse à frente.
Eu sou pelo aborto, em prol das gerações vindouras porque a minha ainda tem de tolerar esses abortos por consumar que proliferam em todas as vertentes da nossa sociedade.
segunda-feira, janeiro 19, 2004
Viva a greve geral!
Se h? coisa que n?o entendo s?o greves da fun??o p?blica. Com a mis?ria que ganham 2% a mais ou menos nem d? para uma bica e sempre ficam com o m?rito de ajudar o pa?s nesta hora dificil. Outra coisa que j? entendo e concordo s?o as greves ? sexta-feira. Podemos deixar a desloca??o ? reparti??o para segunda e evitamos estragar o fim de semana. Na ?ltima greve um engra?adinho deixou uma placa ? porta das "Finan?as": "fechado para descanso do pessoal". A maior parte das pessoas que l? se deslocaram n?o percebeu se o descanso a que se referia a placa era dos funcion?rios ou dos utentes.
Se h? coisa que n?o entendo s?o greves da fun??o p?blica. Com a mis?ria que ganham 2% a mais ou menos nem d? para uma bica e sempre ficam com o m?rito de ajudar o pa?s nesta hora dificil. Outra coisa que j? entendo e concordo s?o as greves ? sexta-feira. Podemos deixar a desloca??o ? reparti??o para segunda e evitamos estragar o fim de semana. Na ?ltima greve um engra?adinho deixou uma placa ? porta das "Finan?as": "fechado para descanso do pessoal". A maior parte das pessoas que l? se deslocaram n?o percebeu se o descanso a que se referia a placa era dos funcion?rios ou dos utentes.
quinta-feira, janeiro 15, 2004
A conclusão brilhante
Estou hoje particularmente orgulhoso com a investigação social que se faz em Portugal. Nem tudo pode ser mau e até os mais empedernidos cépticos se têm de curvar perante as evidências quando algo funciona de forma tão exemplar. Refiro-me aos mais recentes resultados da árdua investigação da rapaziada das ciências sociais portuguesas. Não sei quem eles são e não quero levantar falsos testemunhos mas cheira-me que andará Eduardo Prado Coelho metido ao barulho.
A APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) divulga hoje um brilhante estudo na área da ciência social. Referem os iluminados cientistas que há muita violência (física, verbal) a grassar nas tidas como pacatas relações conjugais, amorosas e, pasme-se, sexuais dos portugueses! Até aí nada de novo. Já quando se olha para os números das relações marcadas por abusos físicos, violações etc...se bem que não surpreendentes estes revelam-se marcantes pela expressividade. Mas ainda assim até aqui ainda a ciência vai bem.
Genial é mesmo a conclusão brilhante do autor do estudo. O iluminado cientista social conclui, seguro, que a culpa do problema reside na a falta de informação. Vamos repetir para ver se todos entendemos: NA FALTA DE INFORMAÇÃO.
Por momentos, vidrado pelo brilhantismo assaz evidente desta conclusão (que, numa palavra, invalida qualquer trabalho de tão estúpida que é) perco as palavras para a descrever. São tantas as dúvidas que me assaltam! Será a "falta de informação" algo de obscuro mas que esteja de alguma forma relacionado com a qualidade manifestamente pobre da informação que invade a casa de todos os portugueses?? Será isto espelho da ausência de um verdadeiro "serviço público"?? Será à ignorância que o brilhante sociólogo imputa as culpas da violência!? Imagino que sim e vejo já os resultados duma campanha informativa a funcionarem: Imaginem um marido alcoólico e semi-analfabeto, varado pela descoberta de que a mulher lhe havia gasto o dinheiro do vinho, em vinho, mas para ela, a hesitar, de braço bradindo um pé de cabra sobre o corpo da esposa, ao lembrar-se: "Ei lá! Espera! Li aqui a atrasado numa brochura da APAV que bater à mulher com objectos metálicos é considerado violência doméstica! Foda-se pra estes cabrões sempre a mudar a puta dos arquétipos que temos! Desta vez escapas! Obrigado APAV!"
A grande questão aqui, para mim, é de como é possível haver coisas a funcionar tão mal como a Ciência Social em Portugal. Não há um estudo sociológico com o qual alguém que não sofra de paralisia cerebral possa concordar minimamente. Hà pouco tempo atrás foi o brilhante "40% dos homens portugueses pagam para ter sexo" (consta que também o fazem por falta de informação). Mais incrível é o ar completamente alheio à realidade com que os resultados são divulgados. Quem é esta gente!?! Onde vivem!? Onde vão buscar estas ideias? Falta de "informação"...Foda-se, é brilhante!
Estou hoje particularmente orgulhoso com a investigação social que se faz em Portugal. Nem tudo pode ser mau e até os mais empedernidos cépticos se têm de curvar perante as evidências quando algo funciona de forma tão exemplar. Refiro-me aos mais recentes resultados da árdua investigação da rapaziada das ciências sociais portuguesas. Não sei quem eles são e não quero levantar falsos testemunhos mas cheira-me que andará Eduardo Prado Coelho metido ao barulho.
A APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) divulga hoje um brilhante estudo na área da ciência social. Referem os iluminados cientistas que há muita violência (física, verbal) a grassar nas tidas como pacatas relações conjugais, amorosas e, pasme-se, sexuais dos portugueses! Até aí nada de novo. Já quando se olha para os números das relações marcadas por abusos físicos, violações etc...se bem que não surpreendentes estes revelam-se marcantes pela expressividade. Mas ainda assim até aqui ainda a ciência vai bem.
Genial é mesmo a conclusão brilhante do autor do estudo. O iluminado cientista social conclui, seguro, que a culpa do problema reside na a falta de informação. Vamos repetir para ver se todos entendemos: NA FALTA DE INFORMAÇÃO.
Por momentos, vidrado pelo brilhantismo assaz evidente desta conclusão (que, numa palavra, invalida qualquer trabalho de tão estúpida que é) perco as palavras para a descrever. São tantas as dúvidas que me assaltam! Será a "falta de informação" algo de obscuro mas que esteja de alguma forma relacionado com a qualidade manifestamente pobre da informação que invade a casa de todos os portugueses?? Será isto espelho da ausência de um verdadeiro "serviço público"?? Será à ignorância que o brilhante sociólogo imputa as culpas da violência!? Imagino que sim e vejo já os resultados duma campanha informativa a funcionarem: Imaginem um marido alcoólico e semi-analfabeto, varado pela descoberta de que a mulher lhe havia gasto o dinheiro do vinho, em vinho, mas para ela, a hesitar, de braço bradindo um pé de cabra sobre o corpo da esposa, ao lembrar-se: "Ei lá! Espera! Li aqui a atrasado numa brochura da APAV que bater à mulher com objectos metálicos é considerado violência doméstica! Foda-se pra estes cabrões sempre a mudar a puta dos arquétipos que temos! Desta vez escapas! Obrigado APAV!"
A grande questão aqui, para mim, é de como é possível haver coisas a funcionar tão mal como a Ciência Social em Portugal. Não há um estudo sociológico com o qual alguém que não sofra de paralisia cerebral possa concordar minimamente. Hà pouco tempo atrás foi o brilhante "40% dos homens portugueses pagam para ter sexo" (consta que também o fazem por falta de informação). Mais incrível é o ar completamente alheio à realidade com que os resultados são divulgados. Quem é esta gente!?! Onde vivem!? Onde vão buscar estas ideias? Falta de "informação"...Foda-se, é brilhante!
quarta-feira, janeiro 14, 2004
A auto-estima
A auto-estima
Caros leitores, após um merecido período sabático decidi voltar. O que estive a fazer entretanto não vem ao caso, e é provável que só vos interesse caso trabalhem no Ministério Público (Panascas de merda! Não me apanharão!) ou no Correio da Manhã (sou pedófilo! e depois?! que raio de implicância! cabrões de moralistas mercenários...).
Hoje vou dedicar-me ao cada vez mais estúpido tema da auto-estima dos portugueses, que tanto tem, e tão mal, ocupado o espaço da discussão nacional.
Por que raio estão tão preocupados com a puta da auto estima!? Desde quando é que nós temos sequer auto-estima!? A auto-estima é uma paneleirice como outra qualquer, só que ao contrário da paneleirice da auto-comiseração, essa sim bem nossa conhecida, a auto-estima é uma paneleirice que nos querem inculcar sabe-se-lá por que carga de água e, por isso, é o pior tipo de paneleirice: a paneleirice saloia. Pedirem-nos para ter auto-estima é como nos pedirem para usar sapatos italianos: Foda-se! desde quando é que isso se usa!? Que raio de moda é essa!? Que proveito tiramos aliás da auto-estima? Passaremos a consumir mais bens nacionais, dirão, afoitos, alguns. Foda-se eu quando se me aumenta a auto-estima apetece-me é logo umas cervejas belgas e uns queijinhos dinamarqueses, já quando ouço duas ou três notícias a respeito do IP4 compenso a vergonha de ser português com uns depressivos tremoços e umas Super Bock.
"Trabalhamos com mais afã!", já ouço os mais rabetas afirmar felizes. Ser paneleiro é triste por isso, além da sensação de desconforto ao sentar toldam-se-vos as ideias. Eu quando estou com a auto-estima em alta mando o trabalho saudavelmente às malvas e vou mas é procurar a esplanada mais próxima para lhe dar com afã nos Bitter Camparis. Em contrapartida não há nada mais produtivo do que uma boa costureira à máquina do Vale do Ave...deve ser da vida estimulante que levam a ler Agostinho da Silva e a ver reposições das comemorações do 10 de Junho.
A auto-estima está para um Português como a higiene está para um Cabo Verdiano. Há coisas que simplesmente não foram feitas para ser assim.
Do que nós precisamos é de mais auto-comiseração. De mais gáudio e afirmação na mediocridade. Começa a chatear-me sermos os "mais" pedófilos de todos...foda-se, estava-se melhor com o costumeiro..."somos muito pedófilos mas ainda há dois ou três países que nos batem"... Defendamos o cinzentismo e a mediocridade como produtos protegidos e tipicamente portugueses, quer isso tenha algum interesse ou não, façamo-lo só porque nos apetece, por puro gozo. Portugal funciona melhor, tem mais piada, é mais original assim. Quando ouço alguém dizer que iremos ser um país de topo na Europa quanto à celeridade da justiça, à defesa do ambiente, ao desenvolvimento sustentável, etc...fora o absurdo que isso seria de tão impossível, dá-me vontade de perguntar: porquê?! por que raio!? quem daqui quer ser Sueco!? Eu não!
Caros leitores, após um merecido período sabático decidi voltar. O que estive a fazer entretanto não vem ao caso, e é provável que só vos interesse caso trabalhem no Ministério Público (Panascas de merda! Não me apanharão!) ou no Correio da Manhã (sou pedófilo! e depois?! que raio de implicância! cabrões de moralistas mercenários...).
Hoje vou dedicar-me ao cada vez mais estúpido tema da auto-estima dos portugueses, que tanto tem, e tão mal, ocupado o espaço da discussão nacional.
Por que raio estão tão preocupados com a puta da auto estima!? Desde quando é que nós temos sequer auto-estima!? A auto-estima é uma paneleirice como outra qualquer, só que ao contrário da paneleirice da auto-comiseração, essa sim bem nossa conhecida, a auto-estima é uma paneleirice que nos querem inculcar sabe-se-lá por que carga de água e, por isso, é o pior tipo de paneleirice: a paneleirice saloia. Pedirem-nos para ter auto-estima é como nos pedirem para usar sapatos italianos: Foda-se! desde quando é que isso se usa!? Que raio de moda é essa!? Que proveito tiramos aliás da auto-estima? Passaremos a consumir mais bens nacionais, dirão, afoitos, alguns. Foda-se eu quando se me aumenta a auto-estima apetece-me é logo umas cervejas belgas e uns queijinhos dinamarqueses, já quando ouço duas ou três notícias a respeito do IP4 compenso a vergonha de ser português com uns depressivos tremoços e umas Super Bock.
"Trabalhamos com mais afã!", já ouço os mais rabetas afirmar felizes. Ser paneleiro é triste por isso, além da sensação de desconforto ao sentar toldam-se-vos as ideias. Eu quando estou com a auto-estima em alta mando o trabalho saudavelmente às malvas e vou mas é procurar a esplanada mais próxima para lhe dar com afã nos Bitter Camparis. Em contrapartida não há nada mais produtivo do que uma boa costureira à máquina do Vale do Ave...deve ser da vida estimulante que levam a ler Agostinho da Silva e a ver reposições das comemorações do 10 de Junho.
A auto-estima está para um Português como a higiene está para um Cabo Verdiano. Há coisas que simplesmente não foram feitas para ser assim.
Do que nós precisamos é de mais auto-comiseração. De mais gáudio e afirmação na mediocridade. Começa a chatear-me sermos os "mais" pedófilos de todos...foda-se, estava-se melhor com o costumeiro..."somos muito pedófilos mas ainda há dois ou três países que nos batem"... Defendamos o cinzentismo e a mediocridade como produtos protegidos e tipicamente portugueses, quer isso tenha algum interesse ou não, façamo-lo só porque nos apetece, por puro gozo. Portugal funciona melhor, tem mais piada, é mais original assim. Quando ouço alguém dizer que iremos ser um país de topo na Europa quanto à celeridade da justiça, à defesa do ambiente, ao desenvolvimento sustentável, etc...fora o absurdo que isso seria de tão impossível, dá-me vontade de perguntar: porquê?! por que raio!? quem daqui quer ser Sueco!? Eu não!
segunda-feira, janeiro 05, 2004
Ultima Hora!
Ultima Hora!
A Cagada confirma:
Donald envolvido no escândalo da Casa Pia.
Depois de publicar as fotos do escândalo, a Cagada vem agora apresentar mais factos para juntar ao processo que, irrefutavelmente, comprovam a culpa do famoso Pato:
Foi recebida uma carta anónima a dizer que efectivamente o Pato Donald estava implicado nos abusos a menores, juntamente com o Cristo Rei de Almada e a Tonicha.
O Pato Donald é militante do Partido Socialista.
O Pato Donald não usa cuecas nem calças o que, conjuntamente, é grave.
O Pato Donald vive com três meninos ditos sobrinhos, não se conhecendo nenhum irmão ao Pato Donald.
O Pato Donald veste roupa de marinheiro ao estilo Jean Paul Gaultier.
Esperam-se desenvolvimentos pelo que aconselhamos que se mantenham ligados à Cagada.
A Cagada confirma:
Donald envolvido no escândalo da Casa Pia.
Depois de publicar as fotos do escândalo, a Cagada vem agora apresentar mais factos para juntar ao processo que, irrefutavelmente, comprovam a culpa do famoso Pato:
Foi recebida uma carta anónima a dizer que efectivamente o Pato Donald estava implicado nos abusos a menores, juntamente com o Cristo Rei de Almada e a Tonicha.
O Pato Donald é militante do Partido Socialista.
O Pato Donald não usa cuecas nem calças o que, conjuntamente, é grave.
O Pato Donald vive com três meninos ditos sobrinhos, não se conhecendo nenhum irmão ao Pato Donald.
O Pato Donald veste roupa de marinheiro ao estilo Jean Paul Gaultier.
Esperam-se desenvolvimentos pelo que aconselhamos que se mantenham ligados à Cagada.
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